John Hill/Divulgação
John Hill/Divulgação

Um brinde ao Dream Team do hard rock

Sendo este o segundo álbum da superbanda que nasceu de uma costela do Van Halen, causou estranheza o título de Chickenfoot III. Sammy Hagar explica a escolha: "É tão bom que parece que pulamos do primeiro álbum direto para o terceiro". E foi além, dizendo que esse era o melhor álbum que ele já gravou em toda a sua carreira, deixando no ar um clima de provocação à sua ex-banda. Last Temptation abre o tracklist com cara de hard rock de arena (retomado mais à frente com Lighten Up), mas o álbum não se restringe aos velhos truques dos anos 80. Logo surge a bluesy Alright Alright, onde Joe Satriani parece tomar emprestado os licks de Keith Richards. Também bebendo na fonte do blues, Something Going Wrong e Dubai Blues revisitam o rock setentista. As baladas Different Devil e Come Closer amenizam as guitarras e investem em melodias vocais, com destaque para Michael Anthony. Three and a Half Letters e No Change retratam com sarcasmo e raiva esses tempos sombrios de guerras, mentiras e crises econômicas. O hard sisudo de Up Next flerta com o metal e promete barulho entre os headbangers, mas é o single Big Foot que parece trazer a essência do Chickenfoot. Ao final, quem ouve Chickenfoot III logo se convence de que Sammy Hagar não estava apenas vendendo o seu peixe. Além de riffs criativos e bons refrões, há um clima festivo que permeia o disco e lava a alma de roqueiros que não engolem os hypes e a choradeira do indie rock.

DIOGO SALLES, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h09

CHICKENFOOT

CHICKENFOOT III

Hellion Records

Preço: R$ 30

ÓTIMO

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