Divulgação
Divulgação

Último fim de semana da mostra Ron Mueck e show da cantora Céu estão entre destaques

Programação também conta com duas sessões do espetáculo de dança do japonês Tadashi Endo

O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 11h48


SHOWS

CÉU

A cantora faz show de lançamento de seu primeiro DVD, Céu ao Vivo. Gravado no ano passado, seu repertório traz um balanço de seus dez anos de carreira. Há releitura de Mil e Uma Noites de Amor, de Pepeu Gomes.

Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran (1.010 lug). R. Paes Leme, 195, 3095-9400. Sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 12/R$ 40. Cc.: todos. Cd.: todos. 


DANÇA

TADASHI ENDO

Quando o Japão foi atingido por um tsunami, em março de 2011, o coreógrafo nipônico Tadashi Endo ficou profundamente tocado.Radicado na Alemanha, ele não pode ir à sua terra natal. Resolveu, então, se expressar com Fukushima Mon Amour, espetáculo que merece duas sessões neste sábado, 21, e domingo, 22, no Sesc Santana. No solo, o mestre do butô (dança criada na década de 1950 e inspirada em movimentos artísticos como o cubismo e o surrealismo) retrata a catástrofe dupla sofrida na região de Fukushima – além de deixar centenas de mortos e feridos, o tsunami atingiu a central nuclear da cidade, fazendo a usina liberar material radioativo. A coreografia mostra, ainda, a capacidade de superação do povo japonês.Destaque para a trilha do espetáculo, criada pelo músico brasileiro Daniel Maia, que ficou um mês hospedado na casa de Endo para fazer as composições. “Nas primeiras apresentações, foi difícil dançar a música do Daniel, que tem um lado mais catastrófico”, diz o coreógrafo. “Hoje, não me imagino dançando ‘Fukushima’ com outra trilha.”

Sesc Santana. Teatro (334 lug.). Av. Luiz Dumont Villares, 579, 2971-8700. Sábado, 21h; domingo, 18h. R$ 6/R$ 20.


TEATRO

HORA AMARELA

Ellen é uma mulher cercada de expectativas. Presa a um porão, enquanto uma guerra estoura nas ruas acima, ela aguarda a volta do marido, desaparecido. Com arma sempre em punho, Ellen se assusta com a chegada de cada nova visita. “Em meio à barbárie dominante, ela ainda resiste moralmente e mantém sua dignidade”, comenta a atriz Deborah Evelyn, que vive a personagem principal de Hora Amarela, que entra em cartaz nesta sexta, 20, no Sesc Bom Retiro.Escrito pelo americano Adam Rapp em 2012, o espetáculo se passa em Nova York em um momento não definido do futuro. Quando estreou nos EUA, surpreendeu público e crítica com a terrível visão de um futuro possível para o país. Afinal, a guerra apresentada – entre uma potência desconhecida e os EUA – atinge proporções aterradoras. “O texto sugere uma tensão constante, o que reflete na interpretação e também no cenário, iluminação e na trilha sonora especialmente composta”, observa a diretora Monique Gardenberg, que não trabalhava com Deborah Evelyn desde a montagem de ‘Baque’, em 2005. Para o sucesso da empreitada – a peça realmente mantém suspensa a respiração do espectador durante seus 90 minutos – contribuiu o cenário criado por Daniela Thomas (um bunker sufocante) e a iluminação de Maneco Quinderé, baseada em faixas de luz nas quais não se nota a origem.Essencial também é o elenco – Ellen é surpreendida pela passagem de diferentes personagens, como Maude (Isabel Wilker), jovem viciada em drogas à procura de abrigo, o professor Hakim (Michel Bercovicth), que traz notícias do mundo externo e um fugitivo sírio (Daniel Infantini), que não consegue se comunicar por nenhuma língua que não a sua. “O cenário é desolador e sugere que a humanidade segue para um futuro sombrio”, conta Deborah. “Ellen, no entanto, prova que ainda é possível manter a integridade.”

Sesc Bom Retiro. Teatro (291 lug.). Al. Nothmann, 185, 3332-3600.6ª, 20h; sáb., 19h; dom., 18h. Até 29/3. R$ 9/R$ 30.


EXPOSIÇÕES

Dirty Matters

O inglês Simon Linington apresenta os resultados de sua residência artística em São Paulo. A mostra é uma parceria da Galeria Emma Thomas com a Space in Between, que representa o britânico. No mesmo período, Lucas Simões leva suas criações a Londres

Para a mostra brasileiras, são expostas obras feitas a partir de materiais descartados que ele encontrou pelas andanças na cidade, como na foto acima.

Galeria Emma Thomas. R. Estados Unidos, 2.205, Jd. América, 3063-2149. 11h/19h (sáb., 11h/17h; fecha dom. e 2ª). Grátis. Até 28/3.


Ron Mueck

Depois de Buenos Aires e Rio, o artista apresenta nove de suas incríveis esculturas hiper-realistas, incluindo três de seus trabalhos mais recentes, de 2013. Em foco, estão os seres humanos – jovens trocando confidências ou um homem nu em um barco.

Pinacoteca. Pça. da Luz, 2, Luz, 3324-1000. 10h/22h. R$ 6 (sáb. e dom., grátis). Até dom. (22).

PASSEIOS

ANO NOVO CHINÊS
Esqueça o branco. No bairro da Liberdade a cor predominante será o vermelho, que atrai a boa sorte e afugenta os maus espíritos. O evento reúne o espetáculo tradicional de troca de máscaras Bian Lian, apresentação de coral budista e coreografias típicas – como as danças do dragão, do leão e do leque. Só de comidas típicas haverá 18 barracas, com quitutes entre R$ 15 e R$ 20. O ponto alto da festa ocorre durante o cortejo de um grande dragão que anda e dança, movido por várias pessoas. Para a 10ª edição, a novidade será o espaço família, organizado pelo Instituto Sidarta. No local, as crianças aprenderão a fazer o nó chinês para colocar no chaveiro e origami de dragão. 
Praça da Liberdade, s/nº. Sábado, 21, das 12h às 20h; domingo, 22, das 11h às 18h.Grátis. www.anonovochines.org.br

O MUNDO DA XUXA

O parque encerra as atividades no dia 28/2. Ainda não se sabe qual será o destino do espaço temático, que abriu há mais de 11 anos com carrossel dos personagens, trilha de arvorismo radical e carrinho de bate-bate.

Shopping SP Market. Av. das Nações Unidas, 22.540, Interlagos, 5541-2530. Sáb. e dom., 11h/19h. R$ 93 (R$ 260, pacote para 4 pessoas). Grátis para deficientes. Até 28/2.

CINEMA

RETROSPECTIVA HECTOR BABENCO

A Retrospectiva Hector Babenco, realizada pela Cinemateca até 12/3, é uma mostra com filmes em película do diretor que, nascido na Argentina, se naturalizou brasileiro e fez filmes dentro e fora do País. Indicado ao Oscar de melhor direção por ‘O Beijo da Mulher Aranha’, Babenco lançou seu primeiro filme, ‘O Rei da Noite’ (foto), há 40 anos. Com essa efeméride de gancho, a Cinemateca realiza não só a retrospectiva como também uma exposição com fotos de bastidores, releases, roteiros, cartazes e outros objetos relacionados à obra do diretor. Hoje (20), 19h, Brincando nos Campos do Senhor (1991); Sáb. (21), 16h, O Beijo da Mulher Aranha (1985); 18h30, Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1976); 20h30, Carandiru (2003). Dom. (22), 16h, Ironweed (1987); 18h30, Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980); 21h, Coração Iluminado (1998). 5ª (26), 17h, Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (1976); 19h, Coração Iluminado (1998). 
Cinemateca. Largo Senador Raul Cardoso, 207, metrô Vila Mariana, 3512-6111. Grátis. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.