Último ex-combatente da Primeira Guerra morre aos 110 anos

O britânico Claude Choules, de 110 anos, considerado o último veterano de combate da Primeira Guerra Mundial, morreu enquanto dormia em uma casa de repouso na Austrália, disse a família dele nesta quinta-feira.

REUTERS

05 de maio de 2011 | 12h34

"Ele sempre disse que são os homens velhos que tomam as decisões para enviar os jovens à guerra", disse seu filho Adrian Choules.

"Ele costumava dizer, que se fosse o contrário, e os mais velhos... fossem enviados para lutar, então nunca haveria nenhuma guerra", disse Adrian Choules à mídia local.

Choules nasceu em 1901 e se alistou na Marinha Britânica para a Primeira Guerra com apenas 15 anos de idade.

Depois da guerra, ele se mudou para Perth e se juntou à Marinha Australiana, trabalhando como um oficial de demolição no porto de Fremantle durante a Segunda Guerra Mundial. Assim, ele foi o último veterano que serviu nas duas guerras.

Acredita-se que o único outro sobrevivente da Primeira Guerra Mundial é o britânico Florence Green, também de 110 anos, que serviu na Força Aérea Real em um cargo não combativo.

Em 2009, Choules publicou um livro sobre sua vida, "The Last of the Last" (O último dos últimos).

(Reportagem de Michael Perry)

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