Última Sessão e o mundo que morre

Click

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2012 | 03h10

16 H NA GLOBO

(Click). EUA, 2006. Direção de Frank Coraci, com Adam Sandler, Kate

Beckinsale, Christopher Walken

Arquiteto que vive assoberbado de trabalho - e não tem tempo para a família - ganha controle remoto que lhe dá controle sobre sua vida. O tom é de comédia e o filme é muito parecido com A Máquina, de João Falcão, um das melhores produções brasileiras da Retomada (mas que foi ignorada pelo público, na época, ao contrário desta, que foi um sucesso). Reprise, colorido, 107 min.

Lady Jane

22H NA CULTURA

(Lady Jane). França, 2008. Direção de Robert Guédiguian, com Ariane

Ascaride, Jean-Pierre Darroussin, Gérard Meylan.

O horário da Mostra reapresenta, agora dublado, o longa do francês Guédiguian sobre amigos que se criaram juntos em Marselha, foram separados pela vida e se reúnem de novo em solidariedade à personagem de Ariane Ascaride, quando uma tragédia atinge a vida dela. Reprise, colorido, 104 min.

Positivas

22H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Susanna Lira.

Mulheres que foram contaminadas com o vírus da aids pelos próprios maridos dão seu testemunho, e o documentário da diretora Susanna Lira discute não apenas a instituição do casamento como a desinformação e o preconceito que ainda cercam a síndrome da imunodeficiência adquirida. Reprise, colorido, 78 min.

A Lenda de Beowulf

22H45 NO SBT

(Beowulf). EUA, 2007. Direção de

Robert Zemeckis, com Ray Winstone, Anthony Hopkins, Angelina Jolie, John Malkovich, Robin Wright (Penn).

A lenda nórdica do guerreiro que enfrenta (e vence) monstro e por isso mesmo se torna vítima de maldição que o lança numa luta por poder e riqueza. O épico que Zemeckis realizou na técnica chamada de 'motion capture' tem impressionantes cenas de lutas, mas, ao contrário das criaturas de Peter Jackson em O Senhor dos Anéis e King Kong, os personagens, especialmente as mulheres, não têm vida. Ficam parecendo zumbis, sem os excessos das produções de terror. Muito esquisito. Reprise, colorido, 114 min.

TV Paga

Top Gun - Ases Indomáveis

22 H NO TELECINE CULT

(Top Gun). EUA, 1986. Direção de Tony Scott, com Tom Cruise, Kelly McGillis, Val Kilmer, Anthony Edwards, Tom Skerritt, Michael Ironside.

O primeiro sucesso realmente retumbante de Tom Cruise, como aspirante a piloto de uma academia militar. Kelly McGillis é a psicóloga que o avalia (e com quem ele tem um caso) e Val Kilmer, no auge da forma física, o piloto escolado cuja primazia o destemor de Cruise ameaça. A estética publicitária não é para todos os gostos, e muito menos para o gosto dos críticos, mas o filme é perfeito para o que se propõe. Como roteirista, Quentin Tarantino propõe uma divertida interpretação do filme em Vem Dormir Comigo, de Rory Kelly. Numa conversa entre os personagens, ele diz que, a despeito de Kelly, o filme é uma love story gay (entre Cruise e Kilmer). Take My Beath Away, por Berlin, ganhou o Oscar de canção e a cena da moto é eletrizante para os fãs do sr. Sorriso - e, a propósito, Cruise está ótimo em Rock of Age, que estreia dia 24. Reprise, colorido, 110 min.

O Convite ao Prazer

0H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1980. Direção de Walter Hugo Khouri, com Roberto Maya, Serafin Gonzalez, Sandra Bréa, Kate Lyra,

Nicole Puzzi, Aldine Müller, Helena Ramos.

O Canal Brasil antecipa-se ao MIS e exibe hoje o filme que o museu anuncia no domingo, às 21 horas, no ciclo dedicado ao produtor Antônio Pólo Galante. O milionário Marcelo reencontra amigo e o incentiva a participar de bacanais em sua garçonnière. O ciclo 'marcelhal' de Khouri espelha indagações existenciais do autor, expressas em seu tema preferido - a degradação do sexo, pela qual Marcelo, o protagonista, busca a ascese. Khouri sempre reclamou da vulgaridade de Galante, mas o filme é um documento inestimável sobre a beleza das estrelas da Boca do Lixo. Sandra, Nicole, Aldine, a deusa Helena Ramos... Por elas, mais até que pelo grande diretor, um programa obrigatório. Reprise, colorido, 111 min.

A Última Sessão de Cinema

2H05 NO TCM

(The Last Picture Show). EUA, 1971. Direção de Peter Bogdanovich, com Timothy Bottoms, Jeff Bridges, Ben Johnson, Cloris Leachman, Ellen Burstyn, Cybill Shepherd, Eileen

Brennan, Randy Quaid.

Um dos grandes filmes norte-americanos do começo dos anos 1970 - mas, naquele ano, a Academia de Hollywood preferiu dar seu Oscar principal a Operação França, de William Friedkin. Baseado no romance de Larry McMurtry, que escreveu o roteiro com o diretor, passa-se em cidadezinha do Texas cujo único cinema está fechando (e exibe, na última sessão, o clássico Rio Vermelho, de Howard Hawks, com John Wayne). O cinema é substituído pela televisão e o mundo parece estar morrendo. As vidas das pessoas estagnaram - e os jovens não veem perspectivas. Oscars de coadjuvantes para Ben Johnson, o lendário caubói da tela, e Cloris Leachman. A versão que a TV paga apresenta é a do diretor, com sete minutos a mais que no cinema. Reprise, preto e branco, 125 min.

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