TV: repórter Emmy

Programa de Caco Barcellos sobre crack é finalista do prêmio

CRISTINA PADIGLIONE, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2012 | 03h10

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FONTE IBOPE: 1 PONTO = 60 MIL DOMICÍLIOS NA GRANDE SÃO PAULO. SEMANA DE 10 A 16/09

Caco Barcellos troca o figurino trivial de repórter pelo black tie, amanhã, para receber, em Nova York, a medalha de finalista ao International Emmy Awards 2012 em jornalismo e documentários. Isso é o mínimo a que a edição sobre crianças dependentes de crack, exibida em julho, tem direito, como finalista ao prêmio na categoria "Atualidades". Ao troféu, a ser anunciado amanhã, concorrem ainda um programa da CBC Television do Canadá (sobre crianças órfãs um ano após o terremoto do Haiti), outro da Phoenix Satellite Television, de Hong Kong (sobre crianças vítimas de uma doença rara que enfraquece os ossos), e outro da InfoNetwork, da Alemanha (sobre refugiados do norte da África que tentam chegar à Europa pelo mar).

Além de Caco, o Profissão será lá representado pela editora-chefe do programa, Ana Escalada, e pela repórter Valéria Almeida, que participou da edição sobre o vício do crack entre crianças.

Para Caco, o programa ganhou uma vaga entre os finalistas porque ali se aborda um tema universal: a dependência química e a infância abandonada. "Não fiz o programa pensando no Emmy", disse ele ao Estado. "Se comoveu os jurados é porque é um assunto universal, sobretudo pelo sofrimento das crianças: em qualquer lugar do mundo, as pessoas ficarão comovidas vendo aquela situação."

O programa mostra um garoto, Jonathan, sendo controlado por agentes de saúde do Rio de Janeiro, em plena crise de abstinência. A câmera desfoca seu rosto. Ele chega a cuspir em Caco. E a exposição não tropeça no sensacionalismo - primeiro porque o programa não cai na cilada de recorrer a trilhas sonoras ou closes dispostos a tirar proveito de situações de dor. Depois, porque, como bem argumenta Caco, "sensacionalismo seria a exposição de algo apenas para impactar, impressionar, e não retratar a complexidade que uma situação como essa tem".

Para ele, seria hipócrita esconder o que nos envergonha. "Há quem prefira esconder as coisas, há quem se envergonhe das coisas como são, nós preferimos expor as coisas vergonhosas, na esperança de resolvê-las."

É um pensamento coerente com quem faz um programa que promete mostrar os bastidores da notícia, endossando que jornalista também erra, também tem dúvidas e fraquezas, como qualquer profissional.

Ganhando o Emmy ou não, o Profissão Repórter revisita, na edição desta terça, os personagens abordados naquele programa. Jonathan fugiu do abrigo.

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