TV paga quer investir em conteúdo nacional

Representantes dos setores de TV por assinatura no Brasil elegeram a programação, o conteúdo e uma estratégia para maior penetração em classes de menor poder aquisitivo como prioridades para um novo modelo de negócios. Os três aspectos foram apontados numa reunião hoje em São Paulo que deu o pontapé inicial aos estudos para reavaliação e definição de novos modelos.Segundo Alexandre Annenberg, diretor da Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA), os executivos das empresas do setor resolveram aprofundar os estudos sobre programação e conteúdo. "Foi apontada a necessidade de um índice maior de conteúdo nacional e de flexibilização dos pacotes de programação", disse Annenberg.Os ?pacotes? são uma das maiores pedras no sapato do setor de TV paga. Trata-se de um mecanismo de venda casada, que obriga as operadoras a adquirirem determinados canais de programação se quiserem levar outros de maior interesse. "Isso encarece os pacotes básicos", explica o diretor da ABTA. A conseqüência é que a TV torna-se proibitiva para as classes de menor renda, o que impede uma maior penetração do serviço. "Precisamos desenvolver pacotes para a classe C ", diz Annenberg.

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