TV paga exibe hoje um dos maiores westerns

Na série de filmes com que o Telecine Classic, da Net/Sky, homenageia o veterano (de 89 anos) Richard Widmark desde a segunda-feira, surge hoje um dos programas mais atraentes da série. É o western A Última Carroça, de Delmer Daves, quase tão bom quanto Minha Vontade É Lei, de Edward Dmytryk, que encerra a homenagem no domingo. Ambos passam às 22 horas. Hoje há mais duas atrações na TV paga, mas para poder desfrutá-las o público precisa dispor da assinatura de outras duas operadoras, a TVA e a DirecTV. Às 21 horas, o Eurochannel mostra um especial sobre Milos Forman, na série The Directors. Ele foi gravado no Festival de Veneza de 2000, no qual Forman presidiu o júri. O diretor checo emigrado para os EUA ganhou duas vezes o Oscar (nos anos 1970, por Um Estranho no Ninho; nos 80, por Amadeus). O especial registra um diálogo de Forman com Atom Egoyan, de O Doce Amanhã, quando eles discutem os festivais e avaliam o glamour da mostra de Veneza. Os bastidores do cinema também fornecem o plot para outro documentário, Grandes Romances do Século 20, às 5 horas (da madrugada), no canal P + A. A edição de hoje focaliza o romance entre Orson Welles e Rita Hayworth, que produziu a obra-prima noir A Dama de Shangai. De volta a Richard Widmark, A Última Carroça mostra o ator como condenado que ajuda os sobreviventes do ataque dos índios a uma caravana de pioneiros. O diretor Daves fez um dos primeiros westerns a reabilitar os peles-vermelhas, Flechas de Fogo. Sua série com Glenn Ford também é ótima, mas os melodramas que fez mais tarde impedem que seja colocado entre os grandes de Hollywood. Quanto a Minha Vontade É Lei, no domingo, mostra Widmark como o homem comum que enfrenta pistoleiro contratado para limpar cidadezinha e que assume o poder de forma autoritária. Henry Fonda é o intérprete desse papel. Tem um vínculo homossexual com outro pistoleiro, interpretado por Anthony Quinn. O filme é uma bela parábola sobre a democracia e, neste sentido, foi a obra definitiva com que o diretor Edward Dmytryk quis limpar-se, ele próprio, de seu erro, ao colaborar com o macarthismo.

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