TV* ÂNCORA NO PAREDÃO

Piers Morgan contesta armas na CNN e reage no Twitter a ação para ser deportado

CRISTINA PADIGLIONE, O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2012 | 02h07

OS MAIS VISTOS:

CULTURA

1º Planeta Terra DM2

2º Doug ves. 2

3º Os 7 Monstrinhos ves 2

SBT

1º Carrossel 13

2º A Praça é Nossa 9

3º Programa Silvio Santos 9

GLOBO

1º Salve Jorge 30

2º São Paulo X Tigre 28

3º Tela Quente 25

RECORD

1º Avatar 14

2º Domingo Espetacular 10

3º Cine Aventura 7

REDETV!

1º Luciana By Night 3

2º Operação de Risco not 2

3º Tá Gravado 2

GAZETA

1º Mesa Redonda 2

2º Mulheres 2 1

3º Mulheres 31

BANDEIRANTES

1º Al Ahly X Corinthians7

2ª São Paulo X Tigre 6

3º Pânico na Band 5

FONTE IBOPE: 1 PONTO = 60 MIL DOMICÍLIOS NA GRANDE SÃO PAULO. SEMANA DE 10 A 16/12

"@piersmorgan I am out of your country, relax Chucky RT @USA_Chucky: @piersmorgan GET THE F**K OUT OF MY COUNTRY!!!" - "Eu estou fora do seu país, relaxe, Chucky", respondeu Piers Morgan, apresentador da CNN, via Twitter, ao perfil nomeado como "USA Chucky", que pede ao outro, entre breve xingamento, que saia de seu país. Chucky é um dos mais de 73 mil norte-americanos que, contrários à revisão sobre o porte de armas nos Estados Unidos, como defende Morgan, pedem a deportação do âncora britânico dos EUA.

Como todo abaixo-assinado que supera 25 mil assinaturas, a petição pela deportação de Morgan foi parar no site da Casa Branca e agora deve ser encaminhada pelo presidente Barack Obama ao Congresso. Os ingleses então resolveram criar uma petição, mas não sem uma dose de seu celebrado sarcasmo, pedindo que Morgan fique nos EUA, pois "ninguém no Reino Unido quer ele de volta". A petição foi criada sob a alcunha de Janusz J, e alega que "vai ser divertido ver como os americanos irritados vão reagir" a essa discórdia.

Diante do pedido dos americanos e do deboche de seus conterrâneos, Morgan postou no Twitter se alguém gostaria de recebê-lo em seu país. Mais piadas vieram do mundo todo: "Venha para a Nigéria. Aqui tem tudo de que você precisa" / "Ninguém o convidou ainda para vir para a Alemanha?" / "Venha para a Finlândia. Nós bebemos cerveja e lutamos com ursos polares".

Alheios à discussão sobre armar ou desarmar a população, fãs da banda One Direction, em tom de "bem feito!", comemoram a petição pela deportação de Morgan, que em outros dias fez pouco caso dos "meninos".

Ainda em 14 de dezembro, dia da tragédia em Connecticut, Morgan criticou o lobby pró-armas na TV. No site da CNN, escreveu: "A matança sem sentido tem que parar", e propôs a proibição de rifles de alta potência.

Mas foi a exaltada entrevista com Larry Pratt, representante dos donos de armas dos EUA, no dia 17, que motivou a petição "Deportar cidadão britânico Piers Morgan por atacar Emenda 2", criada por Kurt N, em Austin, no Texas. A Emenda 2 garante a liberação e porte de armas para a população civil nos EUA.

Bate-boca. Disponível no Youtube (http://migre.me/czUAb), a entrevista de Pratt a Morgan virou uma discussão onde o entrevistador mal consegue aguardar pelas respostas do entrevistado. "Você pode parar de rir e me ouvir?", disse Morgan. "Você não consegue ouvir", reagiu Pratt. Diante da defesa de Pratt de que as escolas deveriam ter armas, Morgan pergunta: "E onde os professores devem colocar suas armas?" O tom de voz do apresentador foi subindo, até culminar com a acusação de que Pratt "é muito perigoso".

Mal comparando Morgan com Will McAvoy, personagem de Jeff Daniels na série The Newsroom, o âncora da CNN, ao perder o controle, aproxima-se mais da ficção que o outro, uma criação de Aaron Sorkin (diretor do filme A Rede Social). Na série, McAvoy defende suas posições atrás da bancada de seu telejornal, enfrentando a pressão de grandes interesses econômicos sobre o canal onde trabalha.

O Estado procurou obter um posicionamento da CNN por meio de seu escritório de comunicação no Brasil. Até sexta-feira, o canal não se pronunciou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.