Caio Gallucci
Caio Gallucci

Turma da Mônica se junta ao Garfield em HQ

Mauricio de Sousa fez colaboração com Jim Davis em uma história em quadrinhos em três partes

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

12 de maio de 2022 | 20h00

Aos 86 anos de idade, Mauricio de Sousa não se cansa. Depois de promover os encontros da sua Turma da Mônica com a Liga da Justiça, o Menino Maluquinho e os personagens de Osamu Tezuka, agora é a vez do pessoal do Limoeiro se reunir com Garfield, Jon e outras criações de Jim Davis, em uma minissérie de histórias em quadrinhos em três partes intitulada Turma da Mônica & Garfield – O Lápis Mágico.

“Juntar personagens, o crossover, é uma coisa mágica, porque a gente está ligando leitores de fases, lugares diferentes e revistas diferentes. É uma coisa linda de brincar e fazer de vez em quando”, disse Mauricio de Sousa em entrevista ao Estadão, por videoconferência. Jim Davis mandou uma declaração, dizendo-se feliz com o encontro. “Mauricio de Sousa é meu herói. Ele se dedica com muito amor à sua arte.” O brasileiro devolveu os elogios. “O Garfield é um ícone, e os personagens do Jim Davis são maravilhosos. Para mim, gente que faz rir merece ir para o céu.”

Na história, cansado de ficar à sombra de Bidu, Bugu vai parar no universo de Garfield. Enquanto isso, o cachorro de Jon, Odie, vem para o Limoeiro. E assim as duas turmas se unem para desfazer a confusão e precisam combater o Capitão Feio e o Monstro de Lasanha. “O gênio do Bugu e do Garfield é meio parecido”, explicou o cartunista brasileiro. “Há algumas semelhanças entre os personagens: o Garfield gosta de lasanha, e a Magali, de melancia.”

Se dependesse de Mauricio de Sousa, a parceria com Jim Davis não ficaria apenas por aí. Poderia virar filme, série de televisão. Ele explicou seu espírito incansável. “ A minha atividade de desenhista, de criador de história em quadrinhos, nasce do que eu vejo, sinto, sei, assisto. Às vezes até do que imagino”, contou. “Eu costumo dizer que os candidatos a desenhista em histórias em quadrinhos precisam viver, assimilar a vida, assimilar pessoas, personalidades, conhecer muito bem as pessoas e às vezes de basear nos filhos, nos amigos, nos parentes para criar personagens. A Mônica é minha filha, a Magali, o Cebolinha. Eu acompanhei essas criaturas e transpus para a história em quadrinhos. Com o Jim Davis provavelmente foi a mesma coisa.” Por causa disso, ele não tem nenhum plano de parar. “Enquanto estivermos vivos, teremos possibilidade de criar. E com isso você está fazendo personagens humanos, sensíveis.”

 

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