Tumulto na mostra de arte egípcia

Nem o frio, nem a comemoração do Dia das Mães diminuíram a freqüência de visitantes neste segundo fim de semana da mostra A Arte no Tempo dos Faraós, que ocorre no Museu de Arte Brasileira da Faap, em São Paulo, desde o dia 1.º de maio. Segundo dados da assessoria de imprensa do evento, o número de visitantes até ontem foi de 31.588 pessoas. No entanto, o excesso de público e informações desencontradas veiculadas pelos organizadores originaram certa confusão na tardes de sábado e domingo, em frente ao prédio do museu. No primeiro fim de semana a mostra ficou aberta das 13 horas às 18 horas. Na terça-feira, os organizadores modificaram o horário de visitas, que passou a ser das 10 horas às 16h30. Segundo a assessoria do evento, todos os veículos de imprensa foram notificados da alteração. No sábado, entretanto, a fila em frente à Faap, após as 16h30, superava 150 metros e muitas pessoas traziam recortes de jornal com o horário antigo. A organização defende que os anúncios publicados nos jornais e nas revistas de grande circulação destacavam a mudança de horário.O produtor de vídeo Alberto Baumstein, que chegou ao local por volta das 15h30 acompanhado por amigos e familiares, não conseguiu entrar. Logo que chegou, um guarda da empresa de segurança avisou que as senhas já haviam sido distribuídas. "Só as pessoas que já tinham recebido esta senha teriam sua entrada garantida", conta. Quando o relógio marcou 16h30, uma funcionária foi até a fila e disse que apenas mais 40 pessoas entrariam. Enquanto ela falava, um grupo cruzou os portões. Logo em seguida, eles foram fechados. Algumas pessoas presentes ficaram sem entender o que ocorria e começaram a exigir um posicionamento dos organizadores. "Eu fiquei lá até as 16h45. Ninguém saiu do museu para dizer às pessoas que estavam ali, mais de 300, que elas não poderiam entrar", conta Baumstein, estupefacto pela falta de respeito e de faixas, ou mesmo de cartazes informativos no local. As informações conflitantes fizeram o editor de vídeo Eduardo Gehrke, que levou a filha Flora, de 9 anos, para ver os egípcios a esperar na fila até às 17h30. Funcionários - O horário de trabalho dos funcionários do museu foi um dos motivos da alteração do horário. Segundo a assessoria, no primeiro fim de semana, quando o sistema de senhas ainda não estava em vigor, eles trabalharam até às 20h30. Depois disso foi estabelecido o novo horário: os portões fecham às 16h30, mas o público pode continuar a visita até às 18 horas, no sábado e no domingo. A mostra fica em cartaz até dia 22 de julho, data em que vence o contrato assinado pela Faap com o museu do Louvre. Para que não haja novos conflitos, a organização sugere que o público visite a mostra nos dias de semana, de preferência na parte da manhã e no início da noite, já que à tarde muitas escolas agendam excursões. Nos finais de semana, o melhor horário é pela manhã, logo na abertura, às 10 horas. As filas têm começado às 11 horas e não param mais durante todo o dia.

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