Tumulto foi provocado por falta de segurança

Número insuficiente de seguranças e ausência de catracas nos portões de entrada permitiram que houvesse excesso de pessoas e confusão no show promovido pela Rádio Mix, domingo, no Anhembi, na zona norte de São Paulo. Oauge da confusão ocorreu durante a apresentação do grupo Planet Hemp, quando algumas pessoas do público começaram a acender tochas e, depois, incendiaram três banheiros químicos. Houve pânico e confronto com a Polícia Militar. Trinta jovens sofreram ferimentos leves.A responsabilidade dos estragos, que inclui uma ambulância depedrada, é da rádio que realizou o evento, segundo o diretor-comercial do Anhembi, Sérgio Bacci. A capacidade do sambódromo é de 30 mil pessoas. Mas estimativa da Polícia Militar indicava que havia pelo menos 40 mil no show.Nota divulgada pela rádio informa que "a presença de público sem ingresso na área do evento não é de responsabilidade da organização". Segundo a rádio, isso era tarefa das autoridades competentes "que, em número insuficiente, não foram capazes de evitar a invasão na área do show". A rádio informouque ainda vai se reunir com a direção do Anhembi.Bacci acompanhou de perto o evento desde a manhã. Ele sabia que a produção da rádio não levara as catracas. "Não impedi o acontecimento, porque haveria maior violência." O público começou a chegar por volta das 5 horas; os portões foram abertos às 11h30. Para conseguir um ingresso bastava doar,antecipadamente, um brinquedo. Mas, segundo Bacci, entraram pessoas sem ingresso e outras, pulando as grades.Ocorrências - Cerca de 400 pessoas foram atendidas nos postos médicos e, de acordo com Bacci, cinco foram presas. A Mix negou que tenha havido "transtornos" na área interna do sambódromo. O Anhembi informou que foram destruídos um hidrante, uma ambulância e grades em volta do Anhembi. "Estou levantando os prejuízos, mas a rádio me garantiu que vai arcar com oseles", afirmou Bacci.

Agencia Estado,

29 de outubro de 2001 | 22h06

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