Truffaut, Pitts e a morte das mulheres

A Moedinha da Sorte

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2012 | 02h10

15H55 NA GLOBO

(You Wish). EUA, Neozelandesa, 2002. Direção de Paul Hoen, com A. J. Trauth, Spencer Breslin, Lalaine, Tim Reid, Sally Stockwell, Peter Feeney.

Garoto credita ao irmão mais jovem todas as suas desventuras. Um dia, ele acha uma moeda da sorte e formula um voto - quer que o irmão desapareça. Ele volta a ser filho único, torna-se o melhor jogador do time e namora a líder da torcida. Nada disso o satisfaz, e ele se culpa por não ter mais o irmão. O tom é de comédia, mas não falta uma pitada de sentimentalismo à lição de vida. Reprise, colorido, 100 min.

O Caçador

22 H NA CULTURA

(The Hunter). Alemanha/Irã, 2010. Direção e interpretação de Rafi Pitts, com Mitra Hajjar, Malek Jahan Khazai, Said Hajmohammadi, Naser Madahi.

O horário da Mostra na TV apresenta um filme iraniano diferente de todos os que você já viu, e olhem que foi o evento que revelou o cinema do Irã ao País. Depois que sua mulher é morta, atingida por tiros da polícia contra manifestantes antigoverno, um homem pega em armas. Mais do que a ação, propriamente dita - mas sem descuidar dela; o lendário Steve McQueen foi sua referência -, o diretor Rafi Pitts faz uma consistente investigação psicológica e política. Reprise, colorido, 88 min.

Meu Primeiro Casamento

23 H NA REDE BRASIL

(Mi Primera Boda). Argentina, 2011. Direção de Ariel Winograd, com Daniel Hendler, Natalia Oreiro, Imanol Arias, Martín Piroyansky.

O filme argentino de maior bilheteria do ano passado é estrelado por um ator uruguaio que já filmou no Brasil (com Marco Ricca), mas estourou mesmo foi na Argentina, onde virou o intérprete fetiche de um diretor importante (Daniel Burman). Daniel Hendler comete um deslize no dia do casamento, resolve ocultar o fato da noiva, mas a verdade vem à tona e a união é colocada em xeque. O público adorou, os críticos elogiaram (embora não entusiasticamente). Considerando-se o fascínio do público brasileiro pelas produções do Prata, um programa que vale conferir. Reprise, colorido, 102 min.

Jogo Proibido

0 H NA RECORD

(Easy Six). EUA, 2003. Direção de

Chris Iovenko, com Fisher Stevens, Julian Sands, James Belushi, John Savage, Katharine Towne.

Professor universitário inglês, desgostoso da vida (e da carreira), vai passar férias em Las Vegas. Um amigo lhe pede que localize sua filha. Ela virou prostituta nos EUA. A vida do professor nunca mais será a mesma. Dito assim, até que promete, mas o público se arrisca mais a entediar do que a experimentar algum tipo de excitação, mesmo dramática. Reprise, colorido, 100 min.

O Senhor da Guerra

3 H NA BAND

(Men of War). EUA, 1994. Direção de Perry Lang, com Dolph Lundgren, Charlotte Lewis , B.D. Wong.

Dolph Lundgren faz mercenário em fim de carreira, contratado por empresa para forçar nativos de uma ilha do Mar da China a desistir dos recursos de seu habitat. Ele contrata bando de profissionais, mas, ao perceber que os nativos estão dispostos a lutar (e morrer), questiona o que faz e vira combatente da liberdade. Se isso lhe serve como fonte de curiosidade, 20 anos depois de Soldado Universal, Jean Claude Van Damme e Lundgren retomam seus personagens da fantasia de Roland Emmerich num novo filme que acaba de sair nos EUA, foi elogiado como boa ação pela crítica de lá (e aqui você já encontra em DVD pirata). Será o revival de Lundgren e Van Damme, em dupla e/ou isoladamente? Como curiosidade, chamava-se O Senhor da Guerra - The War Lord - o épico de Franklin J. Schaffner, com Charlton Heston, de 1963. Este, traduzido ao pé da letra, seria Homens da Guerra. Reprise, colorido, 103 min.

TV Paga

O Álamo

14 H NO TCM

(The Alamo). EUA, 1961. Direção e

interpretação de John Wayne, com Richard Widmark, Laurence Harvey, Richard Boone, Linda Crystal,

Pat Wayne, Chill Wills, Hank Worden.

Épico de inspiração fordiana que o astro John Wayne dirigiu, evocando a resistência no forte e Álamo, em episódio formador da origem do Texas. Heróis da grande história norte-americana aparecem meio solenes, em meio a frases de efeito, mas o combate final é impressionante e justifica a sintonia. A trilha de Dimitri Tiomkin inclui um tema que virou hit na época, The Green Leaves of Summer. Reprise, colorido, 161 min.

O Quarto Verde

16H15 NO TELECINE CULT

(La Chambre Verte). França, 1978. Direção e interpretação de François Truffaut, com Nathalie Baye.

Julien Davenne, o próprio Truffaut, é inteiramente devotada à memória da mulher, que morreu. E quer construir um memorial para os soldados que tombaram na 1ª Guerra. A essência de Truffaut - a saudade das coisas que já desapareceram e das que permanecem vivas, mas começam a se dissipar. Reprise, colorido, 99 min.

Houve Uma Vez Dois Verões

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2002. Direção de Jorge Furtado, com André Arteche, Ana Maria Mainieri, Pedro Furtado, Júlia Barth.

Amores de adolescência por um ótimo diretor do cinema brasileiro. Reprise, colorido, 75 min.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.