Truffaut e a morte, Clint e a África

Eloise no Plaza

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2012 | 03h09

16H05 NA GLOBO

(Eloise at the Plaza). EUA, 2003.

Direção de Kevin Lima, com Julie

Andrews, Jeffrey Tambor, Kenneth Welsh, Debra Monk, Gavin Creel,

Jonas Chernick.

Baseado na série de livros infantis escrita e ilustrada por Kay Thompson e Hilary Knight, o filme conta a história de herdeira - uma menina de 6 anos - que vive com a mãe num hotel de luxo, o Plaza de Nova York. A trama gira em torno da tentativa de Eloise de arranjar um pretendente para Julie Andrews (numa personagem com ecos de Mary Poppins). O diretor Lima tem feito sua carreira na Disney e, depois da animação Tarzan (codireção de Chris Buck), fez Os 101 Dálmatas, Eloise e Encantada. Reprise, colorido, 100 min.

Charlotte Rampling:

Um Retrato

0H30 NA CULTURA

(The Look, a Self-Portrait Through Others of Charlotte Rampling).

França e Alemanha, 2011. Direção

de Angelina Maccarone.

Muito jovem, Charlotte Rampling foi escolhida por grandes diretores para filmes impactantes - Os Deuses Malditos, de Luchino Visconti; Porteiro da Noite, de Liliana Cavani, etc. A ideia é traçar um autorretrato da atriz por meio das imagens de seus filmes e depoimentos dos que com elas trabalharam. Ou seja - através do olhar do 'outro'. Reprise, colorido, 90 min.

Especial - Brasília, um Sonho de Três Séculos

0 H NA TV BRASIL

Brasil, 2010. Direção de Pedro Jorge.

Terceiro episódio da série que documenta o movimento que culminou com a transferência da Capital Federal para o Planalto Central. A série toda é feita de cinco telefilmes de média-metragem (30 minutos cada um). Este é o do meio e mostra o momento em que o candidato Juscelino Kubitschek, em visita a Goiás, se compromete a construir Brasília, caso seja eleito. Reprise, colorido.

Filhos de Jaú

0H30, NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Eliana

Andrade.

Terceiro maior parque de floresta tropical do mundo, o Parque Nacional do Jaú, na divisa entre Amazonas e Roraima, é visto de dois ângulos - o das populações nativas que nele vivem e os pesquisadores que ali se instalam por períodos. A diretora revela como cada grupo se relaciona com o meio ambiente. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

O Quarto Verde

18H35 NO TELECINE CULT

(La Chambre Verte). França, 1978. Direção e interpretação de François Truffaut, com Nathalie Baye.

Será que Truffaut sabia que morreria prematuramente - em 1984, aos 52 anos? A morte sempre foi uma das obsessões do diretor francês e aqui ela reaparece por meio do jornalista que cria um santuário para cultivar seus mortos do coração, incluindo a mulher amada. Como tratar o assunto sem morbidez? Era o desafio de Truffaut, que em vários filmes expressou esse sentimento vago - uma saudade das coisas e pessoas mortas, um mal-estar pelo que ainda está vivo e já começa a desaparecer na lembrança. Truffaut outorgava tanta importância ao tema que reivindicou para si o papel do protagonista. Ele também atuou em O Garoto Selvagem, como Professor Itard, e em A História de Adele H. Reprise, colorido, 95 min.

No Meu Lugar

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Eduardo

Valente, com Márcio Vito, Delfina

Bernardelli, César Augusto.

Policial intervém no assalto a uma casa e se seguem três histórias desenroladas em tempos diferentes, mas sempre relacionadas ao mesmo espaço - dias depois, o policial é suspenso de suas funções; cinco anos depois, mulher volta com o novo marido para esvaziar a casa; e um ano antes entregador de supermercado descobre o amor de sua vida. O diretor Valente havia sido premiado com um curta em Cannes. Havia grande expectativa por seu longa, e o filme não teve a repercussão que ele talvez antecipasse. Com o distanciamento proporcionado pelo tempo, a análise revela qualidades interessantes. E não é só a linguagem. Os próprios personagens possuem densidade dramática. Reprise, colorido, 113 min.

Coração de Caçador

1 H NO TCM

(White Hunter, Black Heart). EUA, 1990. Direção e interpretação de

Clint Eastwood, com Jeff Fahey,

George Dzundza, Marisa Berenson, Timothy Spall.

Dois livros, um publicado no Brasil (Clint Eastwood - Nada Censurado) e outro na França (Clint Fucking Eastwood), desmistificam o autor e questionam seu machismo. Justamente o culto da virilidade está neste filme que se baseia no livro de Peter Viertel sobre as filmagens de Uma Aventura na África, o clássico de John Huston com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. O próprio Clint faz o personagem inspirado em Huston, um herói autodestrutivo que se divide entre o filme (dentro do filme) e a caçada a um elefante que vira sua obsessão. Realizado entre dois dos trabalhos menos prestigiados (pela crítica) do diretor - O Destemido Senhor da Guerra e Rookie, Um Profissional em Perigo -, foi visto com reservas, mas permanece como um de seus filmes realmente grandes. Reprise, colorido, 112 min.

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