Troca de tiros com sentimentalismo

Em 'Almost Human', detetive tem de lidar com androide que tem vontades e fica magoado em meio a missões policiais

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2013 | 02h21

Um episódio que vale por um longa é a sensação do espectador de Almost Human, série de ficção científica que estreia amanhã, às 22h25, na Warner. Produzida por J. J. Abrams, responsável por Lost e filmes como Star Trek (2009), a atração combina drama e trocas de tiro ao mostrar a vida do detetive John Kennex (Karl Urban), que acorda de um coma de quase dois anos e voltar à ativa, mas precisa aprender a lidar com o parceiro de trabalho, um androide com sentimentos.

Ambientada numa caótica e irreconhecível Los Angeles de 2048, a série foca no dilema do protagonista ao retomar a função. Após uma operação policial mal sucedida, em que ele perdeu colegas de trabalho humanos, Kennex acorda combalido e entra em uma investigação em que o maior desafio é aprender a conviver com Dorian (Michael Ealy), um robô de segunda mão programado para ter reações tipicamente humanas, numa época em todos os agentes são obrigados a trabalhar nas ruas acompanhados por androides que perturbam ao mesmo tempo em que os ajudam.

A história, que mistura elementos de produções de ficção científica já vistas por aí, tem começo, meio e fim bem definidos, o que dá impressão de que trama se resolverá já no primeiro capítulo. Entretanto, há um gancho para o episódio seguinte. Por ainda estar no ar nos EUA, onde estreou há pouco mais de uma semana, parte dos rumos da trama ainda se mantém em segredo.

A relação dos dois principais personagens começa de maneira turbulenta e melhora ao longo do primeiro episódio. Pinçado de uma espécie de depósito de androides reformados, Dorian desperta e, em poucos minutos, mostra que não está programado para apenas receber ordens, como a maioria dos androides. O efeito colateral de seu excesso de vontades são respostas grosseiras de seu parceiro, que, após receber ajuda em sua missão, muda de comportamento.

Inserido no ambiente tecnológico da série, em que robôs conversam e telas com projeção holográfica estão por toda parte, Kennex sente um estranhamento em relação a era em que vive. Ferido por causa da explosão que o tirou de campo no passado, ele sofre ao ter de conviver com uma perna mecânica. Em meio às dificuldades de seu trabalho, o detetive também precisa lidar com a ausência de sua amada, que permanece em um vídeo gravado antes de ele entrar em coma.

Assim como James Bond tem M, Kennex é subordinado a uma mulher, a capitã Sandra Maldonado, vivida por Lili Taylor. Ela, porém, utiliza sua delicadeza para convencer seu funcionário a seguir adiante no trabalho. A atriz, que já deu expediente séries com A Sete Palmos, The Good Wife e até Arquivo X, não é a única do elenco a passar por grandes produções para a TV. Mackenzie Crook, que encarna um técnico dos androides em Almost Human, já foi Orell de Game of Thrones e Garett em The Office.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.