Triton reinventa mix dos anos 80

Alguns chamam de nostalgia, outros de revival, outros ainda de recriação, releitura. A Triton brincou com várias referências do mundo pop, mas há uma que prevalece, salta aos olhos: os anos 80. O momento que o pop tomou conta de tudo, do cinema, das artes, da música, da moda. Seu desfile, o último da primeira noite, é um pouco disso tudo. Ele se coloca como tendência de verão que teve tomar conta de uma geração, que é pop, mas nem sempre fashion. Ela vai na cadência do rock? Há dúvidas. Esse é um pouco o norte do conceito do desfile, contudo, ele é muito mais electro do que rocker. E electro é essa vertente da música eletrônica atual que manda nas pistas de lugares fashion. Ela pega o rock e o põe para dançar, junto com várias outros elementos da música eletrônica. O desfile faz algo semelhante: pega os anos 80 e corta, recorta e cola outros elementos, alguns muito presentes na moda pop de popstars como Aguilera e mesmo Madonna. Outros de um momento do glamour cinematográfico norte-americano. O símbolo desse mix é a modelo Mariana Weickert, com seu ?macaquinho melancia?, justo, consumível. Não há estampas nesse estilo. Há jeans picotado, calças justas de lycra, saias curtíssimas, semi-vestidos-semi-camisolas, apliques diversos, babados, sobras, rendas, coisas dos pop, enfim, tudo composto com georgettes de seda, cetins e rendas. As cores transitam entre o pérola, rosa, azul e verde. Nada de cítricos, nada de convencional. Pérolas de chanel, cabelos e maquiagem da década de 80. Nada se cria. Tudo se reinventa.

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