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Trio Jogando Tango se apresenta no Auditório do Masp

Os brasileiros Ricardo Pesce e Vinicius Pereira e o argentino Juan Pablo Ferreiro tocam hoje às 12h30

AE, Agência Estado

02 de agosto de 2011 | 09h41

Os músicos paulistanos Ricardo Pesce e Vinicius Pereira uniram-se ao violonista argentino Juan Pablo Ferrero para homenagear os tangos, milongas e valsas clássicas feitas entre as décadas de 1910 e 1970. Formaram então o Trio Jogando Tango. O resultado do trabalho é o disco "Hecho a Mano", lançado recentemente, e que traz composições de ícones como Aníbal Troilo, Roberto Grela, Aníbal Arias, Ubaldo De Lio, Hugo Rivas e Leopoldo Federico. Hoje, às 12h30, o grupo apresentará o repertório do CD, gratuitamente, no Auditório do Masp.

Os três músicos começaram a pesquisar as composições no início de 2009 e selecionaram 12 para o repertório. A maioria foi trazida por Ferrero. A seleção partiu do gosto pessoal dos músicos. "Foi difícil escolher, pois existe muita música de qualidade nesses estilos", diz o acordeonista Pesce.

Em algumas faixas do disco, as execuções se atêm à forma original em que foram tocadas. Já outras foram elaboradas a partir de arranjos próprios, como o tango "La Cumparsita" (1915), do compositor Gerardo Matos Rodríguez, e "El Choclo" (1930), de Ángel Villoldo e Enrique Santos Discepolo.

Um dos méritos de "Hecho a Mano" é propor-se a resgatar as origens do tango. Isso vai na contramão dos últimos movimentos que popularizaram o gênero, misturando-o a outras sonoridades como a da música eletrônica, por exemplo. Os grupos Gotan Project e Bajofondo representam essa tendência iniciada no início dos anos 2000. "Quisemos fazer um som puro. O tango, por si só, já tem um apelo muito forte", argumenta Pesce.

Mas se o tango já diz tudo o que os músicos quiseram expressar, transcrevê-lo na formação instrumental não foi tarefa simples. O principal instrumento de uma orquestra de tango, por exemplo, é o bandoneon, que o grupo resolveu substituir pelo acordeão de Pesce. Isso porque, enquanto o acordeão tem uma sequência de notas - dó seguida de sol e assim por diante -, no bandoneon, a ordem das notas é aleatória, o que exige uma habilidade especial de quem toca. "Além disso, existe outra diferença fundamental", conta Pesce. "A placa de chumbo que há dentro do bandoneon torna o som mais ardido, forte. Conseguir essa mesma sonoridade no acordeão não foi simples", completa. O fato é que fácil ou difícil, deu-se conta do recado. Prova disso foi o grupo ter sido convidado para o Festival Internacional de Tango - La Falda, na Argentina, do qual acabaram de voltar. As informações são do Jornal da Tarde.

Trio Jogando Tango - Hoje, às 12h30. Auditório do Masp (Av. Paulista, 1.578, Bela Vista). Tel. (011) 3251-5644. Grátis. Livre.

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