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Trinta brasileiros mostram suas obras na coletiva Rio Occupation

Exposição do Brasil em Londres entusiasma ingleses: 'estamos escrevendo o futuro e o passado', comentou espectadora

Flavia Guerra - O Estado de S. Paulo,

02 de agosto de 2012 | 07h00

Flavia Guerra / LONDRES

"Todos nós criamos arqueologia em algum momento", diz um dos entrevistados do vídeo do artista plástico Bruno Vianna para a apresentação de Olympic Archeology – The Run Machine, seu trabalho em exposição no Festival Finale, a atração final do Rio Occupation London, em que os 30 artistas brasileiros mostram, durante três dias, o resultado de seu trabalho de residência de um mês em Londres. "Não percebemos a história acontecer porque ela é nosso presente. Só daqui a alguns anos vamos perceber que estar em Londres neste momento é fazer parte da História", comentava a adolescente Amanda Hickman, moradora do sudeste de Londres, que, além de conferir a mostra de trabalhos que ocupou o V22, espaço cultural do sudeste de Londres, a poucos quarteirões da Tate Modern, queria muito ganhar o par de passagens aéreas para o Rio, a qual os visitantes concorrem. "Quero conhecer o Rio. E mais ainda ver como é a casa destes artistas. Como é a minha casa, isso eles já descobriram."

Amanda, e outros milhares de londrinos, abriram suas casas para o mundo e especialmente para 25 mil artistas neste mês olímpico. "Estão todos criando arqueologia aqui também, não? Estamos escrevendo o futuro e o passado", comentou a garota. Em contrapartida à hospitalidade, os artistas que integram o London 2012 Festival, a corrente cultural da Olimpíada, revelam para locais e turistas o que de melhor produzem em cada um dos 204 países participantes dos jogos.

O que de melhor o Brasil pop faz pôde ser visto no mesmo sudeste londrino (no Old Billingsgate Market) há menos de um mês, durante o festival Back to Black, em que Gilberto Gil, Criolo e Marcelo D2 se apresentaram para uma plateia curiosa e formada por um grande número de brasileiros. Já o Brasil ‘ground breaking’ (algo como inovador e arrojado), como tem sido apresentado o grupo do Occupation, mostra até sexta, 3, o que produziu neste mês de convívio. "Estamos terminando de preparar. É um work in progress que vai continuar reverberando", comentava Paul Heritage, diretor artístico do Occupation. Heritage fazia uma peregrinação por cada canto do V22. "O vídeo é um suporte que funciona como um denominador comum."

 
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