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Tribunal do Malaui nega 2º pedido de adoção de Madonna

Justiça afirma que pedido da cantora não se enquadra nas leis do país, já que ela se divorciou do marido

Reuters e Efe,

03 de abril de 2009 | 07h49

Um tribunal de Malaui decidiu nesta sexta-feira, 3, que a cantora americana Madonna não poderá adotar um segundo filho no país, segundo afirmaram fontes judiciais. O pedido da popstar teria sido negado porque ela não cumpre os requisitos impostos pela lei do país, já que se divorciou recentemente de Guy Ritchie e as normas de Malaui exigem que um casal faça a adoção. Porém, o escrivão da corte Ken Manda disse a repórteres que o pedido de Madonna para adotar Mercy foi negado porque a estrela não é residente no país.

 

Madonna entrou com o pedido nesta semana pela adoção temporária da menina de 4 anos de idade, Mercy James. O governo recebeu críticas após Madonna ter adotado o menino malauiano de 13 meses de idade, David Banda, em 2006, e foi acusado de driblar as leis, concedendo tratamento diferencial à cantora. Não há informações se a cantora vai recorrer da decisão desta sexta-feira.

 

Seguida por um grupo de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas internacionais, a cantora chegou ao país no domingo acompanhada de sua filha de 12 anos, Lourdes, e esperava que seu segundo pedido de adoção no país fosse aceito, depois do menino David, em 2006. A diva pop, que se divorciou no ano passado do diretor de cinema britânico Guy Ritchie, é uma das cantoras mais bem-sucedidas de todos os tempos, com vendas de discos superando os US$ 200 milhões.

 

Antes da sentença do tribunal, Madonna chegou a obter ontem o apoio da ministra do Bem-Estar para a Mulher e a Criança. Anna Kachikho disse ser favorável à adoção, pois "temos cerca de 2 milhões de órfãos no Malavi que precisam de ajuda e não podemos cuidar de todos como pais". Kachikho, cujo ministério processa todas as adoções no Malavi disse ainda em defesa da pop star: "ela mantém seis orfanatos através de sua fundação Raising Malavi, mantém no total 25 mil crianças".

 

Os críticos acusam a cantora de usar sua fama e fortuna para acelerar o processo de adoção e dizem que a menina estaria melhor com seus parentes. Madonna disse que segue os procedimentos regulares de adoção.

 

Kachikho, cujo ministério processa todas as adoções no Malavi qualificou os críticos de ingratos. "Ela mantém seis orfanatos através de sua fundação Raising Malavi'', disse Kachikho. "Mantém no total 25 mil crianças".

 

Em sua sentença, o juiz Esimir Chombo advertiu contra pedidos de adoções por celebridades, dizendo que isto poderia conduzir a um tráfico de crianças. "Qualquer um pode vir ao Malaui e preparar depressa uma adoção que poderá ter consequências graves em cada criança que a lei procura proteger", ela disse. O advogado de Madonna, Alan Chinula, disse que ela poderia entrar com um recurso na Suprema Corte na sexta-feira. Seu porta-voz de Londres não estava imediatamente disponível para comentários.

 

Madonna já divertiu milhões ao redor do mundo com apresentações sensuais de músicas como "Material Girl" e "Papa Don't Preach", e também gerou polêmica durante sua trajetória. Em 1989, o clipe de "Like a Prayer", com relações entre religião e erotismo, foi condenado pelo Vaticano e fez com que a Pepsi cancelasse um acordo de patrocínio com a cantora. Madonna surpreendeu fãs em fevereiro por dedicar outro de seus hits, "Like a Virgin", ao papa durante um show em Roma.

 

Grupos de defesa dos direitos humanos do Malaui, que acusaram o governo de driblar as leis quando Madonna adotou David Banda em 2006, também se opuseram à última tentativa de adoção.

 

Matéria atualizada às 11h55.

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