Três clássicos e a imagem forever de James Dean

Análise: Luiz Carlos Merten

O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2012 | 03h10

James Dean viveu somente 24 anos (1931/1955) e isso certamente contribuiu para o mito. O espectador só tem dele a imagem eternamente jovem, esculpida em filmes que se tornaram clássicos como Vidas Amargas, de Elia Kazan; Juventude Transviada, de Nicholas Ray; e Assim Caminha a Humanidade, de George Stevens. Bastaram esses três, mesmo que ele tenha tido pequenas participações em outros. No teatro, seu primeiro amor, foi o imoral de André Gide. Complexado por ser míope e de baixa estatura, Dean não se encaixava no modelo tradicional de Hollywood, mas ele teve a sorte de estourar numa época em que o mundo e o cinema estavam mudando e Montgomery Clift e Marlon Brando já haviam esculpido um novo modelo de rebelde. Debruçando-se sobre o mito, François Truffaut intuiu o que faria sua permanência. Não era a vertigem da velocidade, embora ela somasse à fama. Dean encarnava o pudor dos sentimentos e a pureza moral, sem nada a ver com a moral vigente. Foi um solitário que expressou o conflito da juventude - desejo e recusa de integração social num mundo que raramente é o que sonhamos.

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