Trecho

"Todos os dias, eu caminhava cerca de quatro quilômetros da pequena pousada de agricultores onde me instalei até Tel Megiddo. Pela estrada, a pé, via...

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2012 | 03h11

...a elevação do sítio arqueológico se aproximando. Suas ruínas, suas pedras sobre pedras traziam a visão e a sensação do eterno... as palmeiras lá plantadas durante o domínio do império britânico ampliam a percepção de um jardim suspenso, a distância.

E o eterno me fez novamente pensar.

Naquele mesmo terreno que agora eu pisava, durante milênios carruagens de fogo fizeram a guerra, lutaram pelo domínio de mercados e combateram a desconfiança e a traição de aliados; aqueles que ali passaram conviveram com as ilusões de um poder único, central e que parecia que não acabaria nunca.

A sensação de um 'sempre' é muito interessante para um observador. As pessoas não estão mais ali. Porém, as pedras continuam as mesmas. Elas se esforçam para que possamos prestar atenção ao que o passado tem a nos dizer.

Só que, naquele dia, a pedra Armageddon estava mais calada que nunca.

Aquele lugar vazio começou a trazer um sentimento de abandono."

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