Trecho do livro inédito 'The Confederate Migration to Brazil' (título provisório), de Gary J. Neeleman e Rose M. Neeleman

"Para muitos nos Estados Unidos, o Brasil é uma terra desconhecida identificada principalmente como o país da Amazônia, de estranhos costumes e dono de uma cultura única. Na realidade, o Brasil não é diferente dos Estados Unidos da América. Apesar de falar português, sua população multicultural, composta por um grande número de pioneiros imigrantes de praticamente todos os cantos do mundo, é totalmente única entre os países da "América Latina". Nas palavras de um amigo jornalista espanhol, "A região da América Latina não deveria ser chamada de América Latina, pois os romanos nunca puseram os pés ali. O nome deveria ser Ibero-América". Além disso, o Brasil não se considera um país latino, mas acredita ter um destino divino entre os países do mundo. Apesar de algumas diferenças políticas na liderança brasileira contemporânea, o Brasil continua sendo um aliado leal dos EUA, e boa parte da estrutura do próprio governo do país segue o padrão do governo americano.

17 Fevereiro 2012 | 20h07

Nas experiências que tive com os brasileiros no decorrer dos anos, percebi que, apesar de serem diferentes dos americanos, eles são também muito parecidos com estes. A história da Confederação, a influência que os Estados Unidos exerceram sobre o Brasil desde a virada do século, mesmo durante o império de dom Pedro II, e a dependência mútua vista por tantos anos entre as duas repúblicas gigantes hemisféricas fizeram deles parentes próximos. Foi o Brasil quem se tornou um aliado dos EUA durante a 2ª Guerra, fornecendo borracha para a indústria bélica depois do ataque a Pearl Harbor desferido pelos japoneses, que controlavam 97% da produção mundial de borracha. No decorrer dos anos, o Brasil tem atuado como líder na política do hemisfério e, com seus vastos recursos e sua população favorável aos EUA, o país tem se mostrado um amigo com o qual os americanos podem contar."

Tradução: Augusto Calil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.