Trajetória que merece ser conhecida

Pouco conhecida no Brasil, a obra de Luc Moullet tem tudo para surpreender - e favoravelmente. Trabalhando com o humor, com a paródia e a citação, faz leitura bastante particular de personagens conhecidos ou situações banais. Um exemplo são As Aventuras de Billy the Kid, faroeste francês (como o chamaríamos, western camembert?). Ou o cômico Brigitte e Brigitte em que duas moças do interior vão estudar em Paris e fazem o possível para não parecerem provincianas.

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2011 | 00h00

Moullet vem produzindo desde sua estreia em 1966 e seus filmes têm causado frisson nos festivais, como em Cannes 2009, quando apresentou Terra da Loucura, sobre a alta incidência de doenças mentais nas regiões francesas dos Alpes do Sul, onde ele nasceu. Todos esse filmes serão apresentados. Aliás, o mais recente está fora da lista, por uma boa razão. Lettre à Gus, uma carta a Gus Van Sant, pode ser visto diretamente na internet: www.arte.tv/blow-up. É um convite, ou melhor, uma sugestão ao cineasta americano de Elefante e Paranoid Park, para que tome como tema para seu próximo filme a graphic novel The Black Hole, de Charles Burns. O universo de Burns mesmo tem tudo a ver com o de Van Sant. E o curta de Moullet é o máximo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.