Tragicômico e grotesco

Seu começo foi no teatro-revista, após a 2.ª Guerra, mas só em meados dos anos 1950 Ugo Tognazzi virou protagonista de comédias que, na época, ainda eram inexpressivas. Nos anos 1960 e 70, houve uma reviravolta e Tognazzi desenvolveu a linha tragicômica e grotesca que sempre foi o forte dos grandes astros da comédia italiana. Vittorio Gassman, Alberto Sordi, o próprio Nino Manfredi compartilhavam essa característica com ele.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2010 | 00h00

Basta lembrar de Os Monstros, de Dino Risi, ou de Venha Tomar Um Café Conosco, de Alberto Lattuada. Tognazzi é excepcional nesses filmes, mas seu gênio talvez tenha se manifestado com Marco Ferreri, mais do que com qualquer outro "autor", em O Leito Conjugal, Uma Mulher Incomum, O Dever Conjugal e A Comilança.

Não existem filmes de Ferreri nem Monicelli no ciclo do Belas Artes. Mas Risi está bem representado. Em Nome do Povo Italiano - no Brasil, chamou-se Esse Crime Chamado Justiça - é devastador na sua denúncia (política) do Judiciário.

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