Tradicional evento de joias na França atrai colecionadores chineses

Colecionadores chineses chegaram de jatinho particular nesta semana para comprar as mais recentes criações dos maiores designers do mundo, na Bienal de Antiguidades 2014, apressando-se para ver as jóias projetadas por Wallace Chan.

DAVID BROUGH, REUTERS

17 Setembro 2014 | 12h39

Um dos grandes nome no campo do design contemporâneo, suas esculturas de insetos, flores e peixes em titânio colorido e pedras preciosas atraíram colecionadores, diretores artísticos de grandes joalherias, designers e artesãos em busca de inspiração para seus trabalhos.

“Quando eu entalho, e quando trabalho em uma pedra preciosa, sou muito carinhoso”, disse Chan à Reuters na exibição que vai de 11 a 21 de setembro no imenso Grand Palais, em Paris.

“Quando vejo uma gema, tenho sentimentos por ela, tento comunicar isso por luz e cores”, disse.

Seus trabalhos à mostra incluem “On Dragon Fly Wings”, feito de jade oval, safiras rosas, diamantes coloridos e pedras vermelhas entalhadas em estrutura de titânio.

“É aqui que as jóias encontram a arte em seu mais alto nível”, disse Alexander Davis, dono de uma butique em Mayfair, Londres.

Chan e Giampiero Bodino, outro designer classe-A, mostraram seus trabalhos ao lado de algumas das mais finas jóias das principais marcas e designers mundiais, assim como de trabalhos vintage de marcas como Cartier, Van Cleef & Arpels e Bulgari.

As principais casas parisienses produziram impressionantes peças que refletiram seu passado e as definiram como marcas: a pantera de Cartier, as fadas cheias de pedras preciosas da Van Cleef & Arpels, e a coleção Serpenti, da Bulgari, com um brasão de cobras, emblema da casa desde os anos 1940.

A Dior apresentou jóias inspiradas em sua herança na costura.

No meio dos ricaços estava Jothi-Seroj Ebroussard, do Atelier Ebroussard, um jovem artesão que trabalhou em peças para alguns dos principais mestres parisienses.

Ele veio para recolher ideias, admirar as combinações de materiais preciosos e as transformáveis aplicações das peças, e para fazer contato com potenciais clientes.

Entre os bilionários, Laurence Graff, chamado de “o rei dos diamantes”, e um amante das artes, passeava entre as cabines.

Sua empresa expunha pedras extraordinariamente raras, incluindo a Estrela Real de Paris - um belo broche que contém o Girassol Graff, um diamante amarelo de 107,46 quilates, e a Perfeição Graff, uma gota de diamante de 100 quilates.

O mundo viu poucos diamantes excederem 100 quilates, por isso não há precedentes de que duas dessas pedras de tal qualidade tenham sido colocadas na mesma joia.

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