'Trabalhar Cansa' aborda desemprego e crise de um casal

Tem filmes que procuram abordar dois universos diferentes em uma mesma história. O drama "Trabalhar Cansa", que estreia hoje segue essa linha: sob o pano de fundo de um drama familiar, há uma história de suspense. Ou seria o contrário?

AE, Agência Estado

30 de setembro de 2011 | 10h27

Dirigido por Marco Dutra e Juliana Rojas (que fez dois curtas: "O Lençol Branco" e "Um Ramo"), o longa conta a história do casal de classe média Helena, interpretada por Helena Albergaria, e Otávio, papel de Marat Descartes. Eles têm de enfrentar problemas cotidianos comuns. Como o fato de Otávio ter sido demitido no mesmo dia em que a mulher decide alugar uma loja para instalar um minimercado. Por causa da idade, Otávio não consegue arrumar emprego com facilidade e se torna um homem depressivo e silencioso. A situação, por sua vez, faz com que Helena fique cada vez mais agressiva e intolerante com o marido. O casal também tem uma filha ainda pequena e contratou uma nova empregada doméstica para cuidar da garota.

Paralelamente a essas mudanças, Helena começa a enfrentar dificuldades no minimercado. A princípio, ela suspeita que um de seus funcionários está roubando mercadorias e, numa noite, barulhos estranhos a assustam. Em outro momento, canos de esgoto estouram. Uma matilha de cachorros raivosos assusta a proprietária toda vez que ela vai fechar o mercado. O suspense é potencializado pela falta de explicações e pelos elementos do cinema fantástico, como a possibilidade de uma possessão demoníaca ou do estabelecimento estar assombrado.

Ao mesmo tempo, o estresse pelo qual a família passa só vai aumentando, tanto pela falta de dinheiro quanto pelas desavenças entre Helena e Otávio.

O longa integrou a seleção do festival de Cannes, na França, sendo exibido dentro da mostra Um Certo Olhar. Já no Brasil, "Trabalhar Cansa" foi exibido pela primeira vez em julho deste ano, durante o Festival de Cinema de Paulínia. O filme arrancou bons comentários entre os críticos brasileiros presentes no festival e também agradou aos jurados presentes. Pelo conjunto da obra, levou o Prêmio Especial do Júri de Paulínia (R$ 35 mil). Os efeitos sonoros, por sua vez, renderam o prêmio de Melhor Som, no valor de R$ 15 mil. As informações são do Jornal da Tarde.

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