Tourinho era considerado um multiartista pelos colegas

O ator Luiz Carlos Tourinho, que morreu ontem, aos 43 anos, em função da ruptura de um aneurisma cerebral, era considerado um multiartista. Atualmente, estava no ar em Desejo Proibido, novela da TV Globo em que vivia o personagem fofoqueiro Nezinho. O corpo seria enterrado ontem.Tourinho, que morava com a mãe em Niterói, passou mal bem cedo. Deu entrada às 6h45 no Hospital de Clínicas, onde chegou já com parada cardiorrespiratória. Os médicos tentaram manobras de ressuscitação, conforme informou a unidade à imprensa, mas não foi possível salvá-lo. Ele já havia tido problemas cerebrais: em 2005, fora internado no Centro de Terapia Intensiva do mesmo hospital, por conta do rompimento de um vaso do cérebro, que ocasionou uma hemorragia.O ator, que era fumante, não vinha manifestando problemas de saúde recentemente, de acordo com os amigos. ?Estive com ele pouco antes do Natal, num amigo-oculto. Fui pego de surpresa, porque ele parecia bem. Não havia nenhum indício?, lamentou o diretor teatral Bernardo Jablonski, que o dirigiu em 2006, no espetáculo infantil Os Cigarras e os Formigas. E, muitos anos antes, em 1989, na peça Eu, Henrique Viana, 17 Anos, Reprovado em Seis Matérias, Virgem, Estou voltando para Casa. ?Ele era muito talentoso. No Tablado, logo se via que era um dos melhores.?TimidezTourinho começou a fazer teatro como forma de superar o acanhamento. No Tablado, fez de tudo um pouco, intercalou tramas para adultos e crianças. Em 88, arriscou-se pela primeira vez na direção. Como ator, com Flávio Marinho, fez Os Sete Brotinhos e Coração Brasileiro. Em 2001, dividiu a cena com as parceiras Heloisa Perissé e Ingrid Guimarães, no megassucesso Cócegas. Também com a dupla, era o garçom Franco de Sob Nova Direção, na TV Globo. Tourinho ganhou o coração das crianças graças à novelinha Caça Talentos, em 98, e a filmes de Xuxa (foram três).No ano seguinte, o ator entraria no horário nobre, com Suave Veneno. Formava dupla hilária com Diogo Villela. Fez ainda Sai de Baixo, consagrando-se como humorista conhecido. Ao longo da carreira, ganhou prêmios por papéis no cinema (no filme For All), no teatro e na TV.Em 2007, Tourinho dirigiu seu último espetáculo teatral, Tropicanalha. Ainda dividia seu tempo com um talk-show que apresentava pelo País. ?Ele fazia mil coisas ao mesmo tempo. Hoje mesmo (ontem), tinha gravação da novela. Era uma pessoa superastral, muito alegre. Estamos em choque?, disse Marcus Montenegro, empresário do ator há dois anos. As informações são do Jornal da Tarde.

AE, Agencia Estado

22 de janeiro de 2008 | 10h38

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