PETER FOLEY/EFE/EPA
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Toques de Drácula no fim da Semana de Moda de Nova York

A Rodarte levou para a passarela looks góticos e Michael Kors mostrou um ‘glamour acolhedor’ e luxuoso

AFP, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 19h55

Dos espetaculares modelos da Rodarte com um toque de Drácula aos acolhedores ponchos de Michael Kors, passando pela homenagem de Prabal Gurung aos sonhadores nova-iorquinos, essas são as últimas tendências da Semana de Moda de Nova York, que terminou quarta, 12. Kors levou para passarela um “glamour acolhedor” para os meses de inverno em sua coleção 2020, com looks protetores, mas também luxuosos.

Longos suéteres com tecidos pesados, casacos de cashmere, muito tartã e saias de tweed trazem a sensação de uma cabana com lareira e chocolate quente nas mãos. As silhuetas são lânguidas, com ponchos e botas de montaria, na ideia de inverno de Kors, de 60 anos, que se inspirou tanto no campo quanto na cidade.

O músico de country canadense Orville Peck fez a trilha ao vivo do desfile, e as atrizes Julia Louis-Dreyfus e Blake Lively estavam na primeira fila do desfile na Bolsa de Valores.

As fundadoras da Rodarte, as irmãs californianas Mulleavy, voltaram para NY pela primeira vez desde setembro de 2016 para apresentar sua coleção outono-inverno, após terem desfilado em Paris e Los Angeles. Em uma Cidade Gótica, lembraram que seus modelos, assim como os de Marc Jacobs, são os mais próximos da alta-costura que a moda americana tem a oferecer.

Apresentado em uma igreja episcopal de Manhattan, o desfile foi grandioso com um toque gótico de conde Drácula. Os bordados surgiram em profusão, com cristais, pérolas e flores, além de tecidos pintados à mão e lantejoulas. A maioria dos vestidos era leve, mas com uma complexidade rara na moda prêt-à-porter. As modelos usavam batons pretos e telas nos cabelos com looks góticos com uma lembrança de Drácula.

O desfile “começou na era da inocência” com um vestido de pois branco e vermelho com um ar dos anos 1940 usado pela supermodelo Bella Hadid, “e mergulhou no desconhecido”, disse a estilista Kate Mulleavy em entrevista após o desfile.

Sua irmã Laura contou que foram integrados pela primeira vez vários elementos novos do prêt-à-porter, principalmente o jeans, mas com “uma linguagem que continua elevada”. 

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