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Tomie Ohtake vai refazer obra destruída em incêndio no Memorial

Tapeçaria de 1989 estava em auditório atingido por fogo nesta sexta-feira

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2013 | 19h02

Tomie Ohtake respondeu com uma frase assim que soube do filho Ricardo que sua obra teria sido consumida pelas chamas do Memorial da América Latina. “Então, preciso começar a trabalhar.” Aos 100 anos,  Tomie segue em atividade profissional surpreendente até para sua família. “Ela continua trabalhando como louca”, diz Ricardo.

Ele conta que, no que depender de sua disposição, Tomie está a postos para começar a reconstituir a tapeçaria de 70 metros de comprimento por 10 metros de altura. A artista plástica tem o desenho guardado em seus arquivos, o que torna a reconstituição possível. A obra de Tomie foi encomendada pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1989, ano da inauguração do Memorial da América Latina.

Um ano depois, ela entregou o projeto, que foi colocado em boa parte das laterais da sala Simón Bolívar. Além de ser tapeçaria, material altamente inflamável, a peça ficava sobre um suporte de madeira. “Ela está a postos para refazer o que for preciso”, diz Ricardo.

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