Todo aquele jazz

Segunda edição de evento une EUA, Europa e São Paulo, com novos expoentes e veteranos

LAURO LISBOA GARCIA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h10

Ron Carter, Charles Lloyd, Trombone Shorty, Stacey Kent e Marcos Valle, Chick Corea, Stanley Clarke & Lenny White, Orkestra Rumpilezz com Joshua Redman foram alguns dos grandes nomes internacionais que fizeram shows marcantes na cidade nos últimos meses. Agora a temporada de jazz ganha reforço com a segunda edição do festival Jazz na Fábrica, que começa hoje e vai até o dia 30 no Sesc Pompeia, no teatro e na choperia.

Como no ano passado, nessas quatro semanas vão ter lugar veteranos consagrados dos Estados Unidos, Europa e Brasil - entre eles Cedar Walton, Ralph Towner, John Pizzarelli, Didier Lockwood, Cyro Baptista, Airto Moreira, Cesar Camargo Mariano e Hélio Delmiro - e novos expoentes do gênero. São diversas tendências reunidas, desde o jazz tradicional até misturas inusitadas como a do jovem quinteto dinamarquês Girls in Airports (leia ao lado), que faz a ligação entre a Escandinávia e a África.

Além de dar peso a novidades e do preço acessível dos ingressos, outro diferencial do Jazz na Fábrica é a abertura para novos nomes da cena paulistana do jazz, em shows com entrada franca. Recentemente, na Casa das Caldeiras, outro bem-sucedido festival, o Expresso Jazz São Paulo, comprovou que além de um bom público interessado e crescente dentro dessa corrente musical, é forte a tendência de associação do jazz com outros gêneros.

"Observando a nova cena do jazz em São Paulo, desde o começo da formação do elenco desta segunda edição, já tínhamos a intenção de trazer alguns desses jovens músicos", diz Thiago Freitas, um dos curadores do Jazz na Fábrica. Foram escolhidos Otis Trio 5 e Porto (dia 16), Jônatas Sansão Quarteto e Edu Ribeiro Trio (dia 20) e Iamuhu Quarteto e Banda Urbana (dia 21). "São grupos e músicos que têm um trabalho com muita personalidade e, apesar de serem jovens, como os dinamarqueses, trazem uma bagagem musical bastante sólida", observa Freitas. Eles mostram mais influências do free jazz, do bop, do samba-jazz e das big bands, com linguagem contemporânea. O festival também tem atrações que se aproximam do funk, do folk, do afrobeat e do rockabilly.

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