'Toda mulher precisa, é como sorriso'

Protagonistas de 'Amigas do Peito', sobre consumo de sutiãs, pregam que a roupa íntima pode transformar vidas

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2013 | 02h19

Escondido debaixo das roupas, o sutiã é tão importante quanto qualquer acessório vistoso. Pelo menos é o que pregam Molly Hopkins e Cynthia Richards, protagonistas do reality Amigas do Peito, cuja primeira temporada chega ao fim no domingo, às 23 h, no canal pago Bio. "É universal como um sorriso. Toda mulher precisa de um. Ele muda a sua postura e faz você se sentir melhor. Quando você entra num lugar, todo mundo repara no seus peitos", diz Cynthia.

No programa, a dupla ajuda mulheres que não conseguem encontrar peças que correspondam às suas medidas e produz sutiãs especialmente para elas, além de dar apoio psicológico a clientes em crise com a forma física. "Algumas entram na loja, tiram a roupa e começam a falar coisas ruins sobre si mesmas. Nós somos mulheres e sabemos como é", reforça Molly.

As duas abriram o próprio negócio em Atlanta, no sul dos Estados Unidos, após anos trabalhando em lojas de roupas femininas. Elas perceberam que as clientes raramente encontravam uma peça que servisse devidamente. "Pensei que seria uma musicista, mas virei isto. É um dom que recebi e tenho de usar", filosofa Cynthia.

A clientela não é formada somente por mulheres. "Na segunda temporada, tivemos uma drag queen." Mesmo com a diferença da anatomia, elas garantem que sempre têm um modelo feminino que sirva. "Também há mulheres muito altas. E, se for um cara baixinho, temos um tamanho para ele", ri.

Homens. No último episódio da primeira temporada, as empresárias vão ensinar os maridos a escolher sutiãs para suas companheiras. "Os homens fazem muitas sugestões e também gastam dinheiro nisso. O casal tem de se educar junto. É importante", explicou Cynthia ao Estado, em uma teleconferência com jornalistas da América Latina.

A ex-vendedora alega, porém, que a interferência masculina pode prejudicar. "Eu coloquei implantes nos peitos por causa do meu marido. Essa é uma das razões pelas quais ele virou um ex-marido", explica. Acostumada a lidar com clientes de seios avantajados, ela não recrimina quem passa por uma cirurgia, mas não apoia a decisão. "Você não precisa disso para ter autoconfiança. Porém, se fizer, tem de usar sutiã adequado. Não pode ficar pressionando os peitos", ensina Cynthia.

Em um dos episódios, Molly teve de se policiar em relação à maneira descontraída como fala sobre o assunto ao atender a mulher de um líder religioso protestante. "É impressionante como lingerie é um tabu na comunidade cristã. Todo mundo precisa de sutiã, não é um tabu, é a vida. Você pode ser sexy e ser uma mulher de Deus ao mesmo tempo", compara.

As duas já assistiram às versões dubladas do reality exibidas em outros países. "Não sei como transformam as coisas loucas que digo. Sempre nos divertimos ao ver. E a nossa personalidade não muda na dublagem", acredita Cynthia, que se espanta com relatos de mulheres que não usam o acessório. "Se ela se sentir confiante, que não use. Para mim, não usar seria um pesadelo."

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