Tinha cabeça para projetos monumentais

Tinha cabeça para projetos monumentais

A Fazenda Capuava é considerada projeto emblemático da arquitetura moderna. Sua casa, com 14 cômodos, pérgulas de concreto, pilares vermelhos, portas amarelas, é uma mistura de estilos - lembra, em momentos, uma pirâmide asteca. Sem contar a piscina com iluminação em vermelho, para a época, pura novidade.

, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2010 | 00h00

Flávio de Carvalho, que na década de 1920 trabalhou no escritório de Ramos de Azevedo, realizou projetos arquitetônicos até os anos 70, entretanto, não concretizados. Entre seus desenhos emblemáticos está o que participou do concurso para o Palácio do Governo do Estado de São Paulo (1927). Le Corbusier o considerava o "revolucionário romântico".

Construídas, de fato, são as casas da Vila América nas Alamedas Lorena e Ministro Rocha Azevedo, em São Paulo. Conjunto erguido entre 1936 e 1938, parte dele ainda sobrevive. O antiquarista Christian-Jack Heymès, proprietário de uma das casas há 25 anos, diz que Flávio fez "chupação" de obras do arquiteto francês Robert Mallet-Stevens (1886- 1945) nessas construções. "Na arquitetura, Flávio não chegou a dar o "pulo do gato". Ficou preso aos projetos monumentais e ao art deco/protomoderno. Era quase um trejeito de projetar na época: a utilização de certas formas, a composição de fachadas e o arranjo dos volumes", analisa o arquiteto Marcelo Ferraz. / C.M.

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