"The Producers" leva 12 Tonys e quebra recorde

Foi a primavera para Mel Brooks ontem à noite no Radio City Music Hall, em Manhattan, onde seu primeiro musical na Broadway, The Producers, ganhou 12 Tonys, o prêmio máximo do teatro americano. Com isso, o novo espetáculo - que entrou em cartaz em abril com críticas excelentes e ingressos esgotados por vários meses - quebrou o recorde de prêmios ganhados por um show em uma mesma edição do evento (10, de Hello, Dolly, em 1964).The Producers é baseado no filme Primavera para Hitler (1968). A história é sobre um produtor esperto com problemas financeiros que arma um esquema com um contador ingênuo. Eles montam um espetáculo para dar errado na Broadway e ficar com o dinheiro do investimento. Escolhem o pior texto (uma paródia politicamente incorreta à Alemanha de Adolf Hitler), o pior diretor e os piores atores possíveis. A idéia dá errado e eles têm nas mãos um dos maiores hits dos palcos nova-iorquinos.The Producers ganhou, entre outros, os prêmios de melhor musical, melhor direção e melhor coreografia (estes dois para Susan Stroman), melhor roteiro e melhor trilha sonora (para Brooks e Thomas Meehan). O musical é estrelado por Nathan Lane, no papel do produtor Max Bialystock, e Matthew Broderick, que interpreta o contador Leo Bloom (no filme, os papéis eram de Zero Mostel e Gene Wilder). Lane ganhou o Tony de melhor ator de um musical, mas fez questão de dividir o prêmio com Broderick, que também estava indicado na mesma categoria. "Nós somos um time e acreditem, sem ele eu não sou nada." Cady Huffman, que faz o papel da secretária sueca e sex symbol da história, ganhou o Tony de melhor atriz coadjuvante de um musical. O prêmio de melhor ator coadjuvante ficou com Gary Beach (que faz o diretor afeminado Roger De Bris), que concorria com seus colegas de elenco Roger Bart e Brad Oscar. The Producers também ganhou os prêmios de melhor orquestração, melhor cenário, melhor iluminação e melhor figurino.O destaque da noite foram mesmo os discursos de agradecimento de Brooks, que subiu ao palco várias vezes. "Eu gostaria de agradecer a Hitler, por seu um cara tão engraçado no palco", disse ele ao receber o prêmio de melhor musical - com o bigodinho característico do ditador alemão. Ele também fez piadas com seus colegas de trabalho (sobre Meehan: "Eu poderia ter feito tudo sem ele, mas não teria sido bom"), sua mulher (a atriz Anne Brancroft, por "ter ficado com ele mesmo nos períodos de vacas magras") e seus pais ("Mas eles estão mortos!").Outros espetáculos fizeram bonito na cerimônia do Tony, mas suas vitórias ficaram na sombra das premiações de "The Producers", como era esperado. Proof ganhou os prêmios de melhor peça, diretor (Daniel Sullivan) e melhor atriz (para Mary-Louise Parker, que faz o papel de uma mulher com medo de ter herdado a doença mental do pai, além de seu talento para a matemática). The Invention of Love, de Tom Stoppard, levou os prêmios de melhor ator (Richard Easton) e melhor ator coadjuvante (Robert Sean Leonard) de uma peça.

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