Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Thalma de Freitas

Atriz da TV Globo, vocalista da orquestra imperial, ela faz sucesso com vários formatos de show, tem apenas um EP e resiste a gravar o primeiro álbum solo

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2011 | 00h00

Você atua muito no palco e com projetos na internet sem gravar discos. Como é para você trabalhar fora do que o mercado exige?

É tão difícil quanto estar dentro do esquema do mercado. Tive de partir para esse caminho porque não consegui fazer do jeito convencional, por diversos motivos. Sinto desde os 14 anos que não tenho vocação profissional para trabalhar com música. Sou curiosa demais, gosto de coisas específicas demais, o que eu gostaria de fazer não dá grana.

Como artista on-line, a música então seria um hobby para você?

Sou bem taurina nesse aspecto, se não estou ganhando dinheiro, então é hobby, é prazer. Por isso investi no teatro, na carreira de atriz. Tenho contrato com a TV Globo há 11 anos, estou em reprises de novelas, ganho um salário fixo todo mês. Por isso, posso me dar o luxo de fazer essas coisas com música, mas digo que não sou cantora.

Mas você canta muito bem, como a gente viu no show do Rec-Beat, no Recife, em fevereiro...

Sim, eu canto superbem, mas não me considero uma cantora, mas as coisas pontuais que faço como hobby são muito significativas. Às vezes a gente leva o hobby muito mais a sério do que o trabalho. Faço minha manutenção de artista on-line com coisas específicas. Cada show tem de ser inesquecível. As pessoas me ligam querendo que eu faça um show de tal jeito, eu digo não. Aí a pessoa se ofende, diz que não estou com essa bola toda, que não tenho disco lançado, que não sou uma estrela da música para me comportar dessa maneira. Aí respondo: então não me liga, lindo! (risos)

Mesmo assim, sendo estrela da Globo, você é bem conhecida. Você se incomoda com assédio de fãs?

Eu evito. Vou a todos os lugares de um jeito muito tranquilo, não me posiciono artisticamente como o centro das atenções, não tenho intenção de estourar e depois sumir. Tem gente que diz que não tenho ambição, mas acho muito mais ambicioso querer fazer algo culturalmente relevante do que estourar na rádio e ganhar um monte de dinheiro.

Mas por que você resiste tanto a gravar um disco que seja?

Não acho estritamente necessário, não preciso disso pro meu show existir, invisto na divulgação a grana que iria para a produção. A gente não está mais sob as asas do mercado fonográfico.

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