Terra de Cora Coralina dedica festival à poesia

Um edital para a atividade comercial em cidades patrimônio histórico,lançado pelo Programa Monumenta em 2005, permitiu a realização do Festivalde Poesia de Goyaz. No primeiro edital, quase 200 projetos foramapresentados, vindos de todas as regiões do País. E o que possibilitou acriação do festival ficou em terceiro lugar. Segundo o arquiteto eprofessor de História da Arquitetura Luiz Fernando Almeida, que acumula asfunções de presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e ArtísticoNacional (IPHAN) e de coordenador do Documenta, o objetivo é fazer umprocesso de aproximação política federal da cultura à realidade dasCidades. "Na fronteira entre a natureza ancestral e a realidade da arquiteturarestaurada, Goiás sempre foi terra dedicada à poesia", comenta, noprograma de apresentação do festival, Graça Ramos, uma das organizadoras,lembrando ainda que foi na cidade em que nasceu Cora Coralina, uma dasgrandes poetas contemporâneas brasileiras. São quatro dias dedicados a palestras, leituras, recitais, ofícios,encontros com editores, lançamentos, autógrafos e exposições. Aabertura, que aconteceu na noite de quinta-feira, dia 23, houve umahomenagem especial a Manoel de Barros, representado pela filha Martha,que lançou o novo livro do poeta, ´Memórias Inventadas II´ (Planeta doBrasil), por ela ilustrado. Na sexta, começaram os debates que, até domingo, vão reunir nomes comoAntônio Cícero, Paulo Henrique Britto, Fabrício Carpinejar, AffonsoRomano de Sant´Anna, Carlito Azevedo, Alice Ruiz, entre outros poetas.Além das mesas-redondas, estão programadas oficinas e leituras compoetas como Chacal, Álvaro Faleiros e outros. Segundo os organizadores, o festival nasceu a partir de uma duplareflexão. Primeiro, pensou-se no crescente interesse do públicobrasileiro e estrangeiro por encontros literários. E, em segundo,verificou-se a constatação de que, dentro do mercado editorial, asedições de poesia crescem vertiginosamente.

Agencia Estado,

25 de março de 2006 | 17h50

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