TERRA DA ÓPERA

Festival Amazonas anuncia temporada, que terá homenagem a Wagner e Verdi

JOÃO LUIZ SAMPAIO, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2013 | 02h12

O Festival Amazonas terá cinco óperas em sua décima sétima edição, que começa em abril. A largada será com O Rei Roger, de Karol Szymanowski, em primeira audição no Brasil. Mas os olhares estarão voltados principalmente para as homenagens aos compositores Giuseppe Verdi e Richard Wagner, no ano de seus bicentenários. Do primeiro, o festival vai apresentar O Baile de Máscaras; e, do segundo, sua última ópera, Parsifal. Completam a programação As Aventuras da Raposa Astuta, de Leos Janácek, e O Morcego, de Johann Strauss Filho.

A programação é a mais ambiciosa dos últimos anos, seja no número de espetáculos, seja na escolha das óperas. Em um momento em que tanto o Municipal do Rio quanto o de São Paulo passam por momentos importantes de transição, coube a Manaus, por exemplo, o desafio de encenar Parsifal. Da mesma forma, o festival reforça a sua vocação de celeiro de cantores e, ao lado de veteranos da cena lírica brasileira, espalha nomes novos pela programação.

O Rei Roger, ópera de 1926, será apresentada em versão de concerto nos dias 14, 18 e 20 de abril. A regência será do diretor artístico do festival, o maestro Luiz Fernando Malheiro, à frente da Amazonas Filarmônica, e o elenco terá o barítono Marcin Bronikowski, a soprano Olga Trifonova (que atuou recentemente no Municipal de São Paulo em O Rouxinol, de Stravinski), os tenores Juremir Vieira e José Luis Sola, o baixo Pepes do Valle e a meio-soprano Denise de Freitas.

De 16 de abril a 1.º de maio, O Baile de Máscaras também será apresentado em versão de concerto, mais uma vez com Malheiro na direção musical e regência, mas com a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica no fosso do teatro. O elenco é brasileiro: Paulo Mandarino, tenor, vive Riccardo; Daniella Carvalho, soprano, será Amelia; Leonardo Páscoa, barítono, Renato; e Andreia Souza, meio-soprano, interpreta Ulrica.

As Aventuras da Raposa Astuta, de Janácek, será a primeira montagem completa do festival, assinada pelo diretor William Pereira - dias 28 e 30 de abril e 2 de maio. No elenco, o barítono Homero Velho, a meio-soprano Denise de Freitas, as sopranos Maíra Lautert e Isabelle Sabrié e o tenor Flávio Leite, entre outros. A direção musical e regência, à frente da Amazonas Filarmônica, ficam a cargo do maestro Marcelo de Jesus, diretor artístico adjunto do festival.

Parsifal, de Wagner, estreia no dia 6 de maio e terá récitas também nos dias 19 e 22. A ópera, de certa forma, encerra um ciclo wagneriano responsável por colocar Manaus definitivamente no mapa dos festivais internacionais. De 2002 a 2005, o evento foi responsável pela produção da primeira montagem brasileira da tetralogia O Anel do Nibelungo; trouxe da Alemanha, em 2007, o diretor Christoph Schlingensief para uma controvertida encenação de O Navio Fantasma; e, em 2011, encenou Tristão e Isolda, estreia da soprano Eliane Coelho no papel.

Malheiro, que atualmente é responsável pela direção musical e regência do Anel do Municipal de São Paulo, comandará a orquestra. A direção cênica será de Sergio Viela e a produção conta com parceria do Fundo Nacional para a Cultura e Arte do México. No elenco, o tenor Michael Hendrick (Parsifal), a soprano Olga Segeyeva (Kundry), o baixo-barítono Noé Colin (Amfortas) e o baixo Diógenes Randes (Gurnemanz), entre outros.

O encerramento do festival, nos dia 26 de maio, será com O Morcego (regência de Jesus e direção de William Pereira), que será encenada ao ar livre, no Largo de São Sebastião. A programação inclui ainda recitais e uma homenagem ao centenário do compositor inglês Benjamin Britten, em concerto no qual a Orquestra de Câmara do Amazonas, o tenor Juremir Vieira e a soprano Isabelle Sabrié interpretam obras como a Serenata para Tenor e Trompa e As Iluminuras.

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