Tempo e fragilidade humana na arte de José Bechara

Duas grandes pinturas feitas em lona de caminhão confrontadas com uma escultura de móveis sobrepostos são os símbolos utilizados pelo artista plástico carioca José Bechara, de 67 anos, para discutir a relação da arte com a vida urbana no Brasil. Três dias antes do início da 26.ª Bienal de São Paulo, Bechara abre a mostra Duas Margaridas e uma Aranha, com curadoria de Agnaldo Farias, no Instituto Tomie Ohtake. A exposição, que termina dia 21 de novembro, faz parte do projeto Vivências Culturais para Educadores, uma iniciativa do Institutoem parceria com a Secretaria Municipal de Educação.O artista explica que as Duas Margaridas ?reúnem duas pinturas realizadas sobre lonas de caminhão, envelhecidas pela ação do sol, da chuva e do vento. Há apenas os vestígios de um violento processo de oxidação de camadas de palha de aço?. Quanto à instalação Aranha, existe ?uma espécie de explosão, um alerta acerca do perigo que ronda o desejo de estabilidade e conforto que as pessoas pretendem alcançar quando montam suas salas de jantar e de estar. A noção de tempo, memória e presença humana reside na confrontação das duas obras, que ensejam, para o artista, ?uma breve experiência de desamparo a partir da noção familiar de moradia?. Considerado um dos expoentes da arte tupiniquim da década de 90, Bechara tem mais duas individuais em cartaz no Rio de Janeiro atualmente. Iniciou sua produção no final dos anos 80 e atua, desde então, no campo da pintura. Aluno da Escola do Parque Lage, o artista carioca realiza individuais e participa de coletivas no Brasil e no exterior desde 1992. Duas Margaridas e uma Aranha - Exposição de José Bechara - GrátisAbertura: quarta, às 20h. Até 21 de novembro, de terça a domingo, das 11h às 20h. Instituto Tomie Ohtake - Av. Faria Lima, 201. Entrada pela Rua Coropés. Tel.: (11) 6844-1900

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