Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Temer promete rever valor do orçamento da Cultura no ano que vem

Presidente, no entanto, não deu mais detalhes sobre as possíveis mudanças para a pasta em 2018

Carla Araújo e Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2017 | 21h25

BRASÍLIA - Depois de ouvir um discurso do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em defesa das reformas e com destaques para a recuperação da economia, o presidente Michel Temer disse que o ministro é um bom administrador e sabe postular recursos para a Cultura e, sem dar maiores detalhes, prometeu rever o Orçamento da pasta para o ano que vem.  "Eu quero prometer ao Sérgio e a todos vocês que vou reverificar o orçamento da cultura", disse o presidente durante cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural, no Palácio do Planalto.

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Com uma plateia de artistas, Temer disse que deixaria discurso formal de lado e que iria aproveitar a ocasião para contar um pouco de seus desejos. "Desde muito criança eu queria ingressar na área cultural e tentei em vários momentos", disse o presidente. 

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Com a primeira-dama Marcela Temer no palco, o presidente disse que ainda criança foi levado pelo pai para aulas de datilografia, mas se imaginava tocando piano. "Eu morava numa cidadezinha muito pequena no interior de São Paulo evidentemente não tinha escola de piano. Eu insisti muito meu pai e ele acabou me inscrevendo numa escola de datilografia e eu confesso que eu ia datilografar, mas fechava os olhos e datilografava com os dez dedos como se estivesse tocando piano", contou.

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Temer afirmou que a "segunda tentativa" de entrar para a área artística aconteceu quando ele pensou em ingressar no Jornalismo. "Logo aos 18, 19 anos, estando na faculdade de Direito, eu consegui um emprego no jornal Ultima Hora", disse. O presidente afirmou, entretanto, que se sentiu decepcionado com a profissão, pois acabou ficando numa função burocrática de redator. "Um tempo depois eu também abandonei essa hipótese", completou.

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Por fim, Temer contou de sua trajetória para ser escritor, o que ainda pretende fazer ao escrever poemas. Ele lembrou ainda que acabou indo para uma área técnica do direito constitucional. "A vida me levou para outros caminhos", disse.

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