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Temer cria cargo especial para secretário de Cultura

Secretaria ainda segue vinculada ao Ministério da Educação

Luísa Martins, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2016 | 16h47

BRASÍLIA - Em uma resposta à pressão contra a extinção do Ministério da Cultura (MinC), que tem gerado manifestações em todo o País, o presidente em exercício, Michel Temer, criou um cargo maior para o setor, que, contudo, segue vinculado ao Ministério da Educação. O diplomata Marcelo Calero, confirmado na quarta-feira, 18, como chefe da área, será secretário especial nacional de cultura.

Na prática, ele terá mais liberdade na tomada de decisões relacionadas à Cultura, ainda que suas responsabilidades não se equiparem às de um secretário-executivo ou ministro. Antes de aceitar o convite de Temer, Calero era secretário municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Ele tem prometido usar seu título de diplomata para "abrir diálogo franco" com artistas, produtores, servidores públicos e integrantes de movimentos sociais que ocupam prédios em pelo menos 14 capitais.

No mesmo dia em que foi anunciado secretário, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sugeriu a Temer a recriação do MinC por meio de emenda no Congresso Nacional. O ex-presidente José Sarney, criador da pasta, também já havia cobrado do presidente em exercício a recomposição da pasta. 

Apesar dos apelos (e de ter estudado até mesmo a hipótese de vincular a Cultura à Casa Civil, onde o secretário poderia despachar diretamente com o Planalto), Temer manteve a decisão de extinguir o MinC e subordiná-lo à Educação, sob comando do ministro Mendonça Filho. A decisão e a criação do cargo especial para Calero foram anunciadas nesta sexta-feira, 20, em uma retificação da Medida Provisória que, publicada semana passada, reconfigurou os ministérios.

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