Teatro também oferece audiodescrição

PRECIOSA INCLUSÃO: O Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi) disponibiliza um recurso precioso de inclusão de deficientes visuais, chamado audiodescrição. Por meio dele, os deficientes têm acesso ao que lhes é de direito, que é o teatro, a cultura, enfim. Eles chegam ao local, que já é estruturado para recebê-los (comporta, inclusive, cães-guia), e são convidados a fazer o reconhecimento do palco. Recebem ainda um programa do espetáculo em Braille.Eles, então, acomodam-se nas poltronas e recebem um aparelho similar ao usado em traduções simultâneas, equipado com rádio e fones. Com ajuda dos audiodescritores, que ficam em uma cabine e são incumbidos de descrever detalhes de cenários, roupas, expressões faciais e linguagem corporal, conseguem se inteirar com o que se passa no palco, da mesma maneira que o público vidente.A experiência teve início com sessões especiais no meio da semana e passou a ser aplicada para valer no início do ano, na peça Andaime. O recurso continua a ser oferecido, agora, na peça A Graça da Vida. ''''Os voluntários recebem treinamento durante cerca de 20 horas. Sentam com o diretor, pegam o texto e fazem a roteirização da descrição'''', conta Marcelo Alonso, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Vivo.Os voluntários são funcionários da Vivo e integram um programa de voluntariado da empresa, que realiza uma série de ações junto a deficientes visuais. A audiodescrição é uma delas e foi estendida para o cinema. No Rio, o projeto Eu Vivo Cinema, realizado na praia de Ipanema e que exibe filmes originários dos países representados no Pan, ofereceu audiodescrição na pré-estréia do filme nacional Saneamento Básico. A experiência vai se repetir na projeção de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, no dia 21. No Teatro, os aparelhos devem ser reservados com antecedência, pelo tel. (011) 3188-4141.

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