Teatro de rua é tema de debate em SP

Menestréis, vendedores de pomadas milagrosas, camelôs, contadores de histórias, cordelistas, trupes teatrais. A arte milenar de "representar" em praça pública vem sofrendo transformações ao longo da história. Imagens de forte impacto visual, muitas cores e fogos de artifício, linguagem gestual, malabarismos, fanfarra, pernas de pau, palhaçadas, efeitos tecnológicos - e conteúdo ralo, diluído, quase nada a ser dito. Muito barulho por nada vem sendo a marca registrada de boa parte dos "espetáculos de rua" europeus que, nos últimos anos, tomam conta da programação internacional dos festivais de teatro.Tal associação - entre teatro de rua e espetáculo visual ou circense vazio de sentido - não passa de um desvio nessa arte de tradição milenar. Transgressão e síntese seriam as principais características dessa democrática forma de arte, segundo o ator Lincoln Rolin, da Cia. Abacirco, um dos palestrantes do 1.º Seminário de Teatro de Rua de São Paulo, que tem início hoje no Barracão Cultural Pavanelli.Organizado pela Cia. Pavanelli, o seminário reúne dez grupos paulistas ligados ao teatro de rua e será aberto hoje à noite, com a palestra de João Carlos Andreazza, diretor e ator formado pela Unicamp. Até o dia 15 de setembro, todas as segundas-feiras, artistas teatrais debatem, com a participação do público interessado, diferentes aspectos dessa arte.1.º Seminário de Teatro de Rua de São Paulo - A Rua em Debate. Hoje, das 19 às 21 horas. Barracão Cultural Pavanelli. Rua Bartolomeu de Torales, 200, tel. 6262-6173. Até 15/9.

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