Taubkin lança álbum 'Trio +1' no Auditório Ibirapuera

É inegável que a música instrumental brasileira conquista um terreno cada vez mais amplo no País e no exterior. Ao mesmo tempo, o que se vê chegar ao mercado são discos de artistas - que tenham bebido na fonte de Herbie Hancock, Cole Porter e Dizzy Gillespie, ou na de Pixinguinha, Jacob do Bandolim e K-Ximbinho - que têm como finalidade exibir um virtuosismo gratuito, com composições e interpretações excessivas nas notas e carentes em sentimento. Felizmente, não é o que se pode dizer sobre o novo trabalho do pianista Benjamin Taubkin, que será lançado em São Paulo, no próximo fim de semana, no Auditório Ibirapuera.

AE, Agencia Estado

04 de novembro de 2009 | 10h53

Ao lado de Zeca Assumpção, no baixo acústico, de Sérgio Reze, na bateria e gongos melódicos, e Joatan Nascimento, no trompete, Taubkin lança o disco Trio +1. O álbum é daqueles exemplos de música que, mesmo feita com extrema profundidade e competência, tem como norte dialogar com o público. "Nos anos 70 eu ouvia muitos tipos de som, muita música progressiva. E me lembro de alguns discos também, como o Matita Perê, do Tom Jobim, e os álbuns do Egberto Gismonti... Todos eram grandes viagens. O desejo desse disco era levar as pessoas a uma viagem que foi profunda pra gente e que pudesse ter significado para o público", diz Benjamin.

A proposta de conduzir o ouvinte a viajar se concretiza com as seis faixas que, graças à sensível interpretação do quarteto, chegam às pessoas de forma completamente imagética e emotiva. Soam as notas e imaginam-se cenas, cores e sensações. Seja nas três composições assinadas por Benjamin Taubkin ("O Deserto É Aqui", "O Sabiá Voou" e "O Circo Chegou"...), em "Baianinho", de Joatan Nascimento, ou nas duas belas regravações presentes no disco, "Pérolas", de Jacob do Bandolim, e "Consolação", de Vinicius de Moraes e Baden Powell.

O grupo gravou Trio +1 em apenas três dias, ao vivo. Cada música teve três versões para que no final uma fosse escolhida. Parte da qualidade do resultado, deve-se, obviamente, aos músicos. A outra parcela cabe ao técnico Alberto Ranellucci, responsável por gravação, mixagem e masterização. "Se tivéssemos gravado separadamente, canal por canal, teríamos muitas perdas. Foi tudo espontâneo, com os arranjos feitos coletivamente. É um som que nasce muito da interação, com o desejo de encontrar equilíbrio entre disciplina e liberdade", comenta Taubkin. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trio +1 - Auditório Ibirapuera (800 lug.). Av. Pedro Álvares Cabral, s/n.º. Tel. (011) 3629-1014. 6.ª e sáb., 21 h; dom., 19 h. R$ 30.

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