Leandro Lima/ Divulgação
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Tariq Ali diz que para o Brasil crescer terá que cuidar, pela primeira vez, da educação

Escritor paquistanês participa da 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), em Olinda

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

13 de novembro de 2011 | 22h26

O Brasil está avançando, mas ainda há um longo caminho a percorrer, comentou o cineasta e escritor paquistanês Tariq Ali na noite deste domingo na 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), em Olinda. "O Brasil venceu ditaduras, elegeu presidentes e até elegeu um que era muito inteligente, mas que resolveu industrializar o Brasil", disse. Para o cineasta, mesmo que o Bolsa-Família seja uma solução parcial, o ex-presidente Lula tem o mérito de ter olhado para os pobres. "Essa foi a primeira vez que a população teve um governo que se preocupou com ela". Mas completou: "O que não vejo é a criação de um sistema educacional no País e a educação nunca foi olhada com cuidado por nenhum governo brasileiro."

A Fliporto debate este ano as relações entre o Oriente e o Ociente e Ali não será o único a abordar questões políticas na festa literária. Palavras tão repetidas hoje como Primavera Árabe, Osama Bin Laden, Obama, Occupy Wall Street, Palestina, Israel, Paquistão, Afeganistão e China devem voltar a se destacar nesta segunda nas palestras do jornalista palestino Abdel Bari Atwan, um dos poucos a entrevistar Bin Laden, e da poeta libanesa Joumana Haddad.

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