Alexi Lubomirski/Divulgação
Alexi Lubomirski/Divulgação

Tal mãe, tal filha o perfume de Carolina Jr.

Consultora da grife criada pela matriarca Herrera, ela fala de moda e política

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2010 | 00h00

"Ah! Se a família Herrera soubesse que eu uso perfumes Carolina Herrera (os femininos!) para atrair as mulheres... E funciona!" Assim, um dos milhares de fãs brasileiros da grife Herrera Perfumes comemorou a chegada do novo 212 VIP ao País. A declaração parece tola, mas ajuda a entender por que Carolina Herrera é a líder em perfumes no Brasil há cinco anos consecutivos. Ao ser indagada: Por que os brasileiros gostam tanto das fragrâncias Herrera, Carolina Herrera Jr. não sabia responder.

Figura por trás de toda a cadeia que mantém a grife criada por sua mãe no topo das vendas de fragrância em todo o mundo, Carolina Jr. arriscou: "Isso diz muito sobre os brasileiros. Sei que adoram se cuidar. E perfumes têm tudo a ver com a personalidade de cada um. Talvez seja porque os brasileiros são gente muito expressiva e intrigante. Também sou sul-americana, cresci na Venezuela e me identifico com a latinidade. As pessoas aqui são orgulhosas de seu estilo e sensualidade. Despertam os sentidos."

De sentidos Carolina entende. Em 1997, dez anos depois de sua mãe lançar a linha de perfumaria da grife, Carolina Jr., que na época era produtora de documentários, decidiu ajudá-la a criar uma nova fragrância que traduzisse o que Nova York, cidade que abriu as portas do mundo para a moça bem nascida e bem criada em Caracas. "Tinha de ser algo que passasse a sensação que Nova York provoca na gente. Um mix de diversão, de estilo e da vontade de fazer parte disso tudo." E assim nasceu o 212, o primeiro de uma lista de fragrâncias que tiveram ou a inspiração ou a criação ou a inspeção de Carolina Jr. "E eu uso todas, de 212, a CHIC, passando por CH e até CH Men. Adoro experimentar."

De passagem pelo Brasil, que visitava pela primeira vez ao lado da mãe, em outubro, ela conversou sobre perfumes, moda, e, claro, política com o Estado, em sua suíte no Copacabana Palace.

Para você, o Brasil tem cheiro de quê?

Tem cheiro de sensualidade, no sentido de que desperta os sentidos. Por exemplo? O Rio é intrigante. Em Madri, onde moro, quando estamos de férias vamos à praia. Em Nova York, também. Aqui, já se vive na praia. Estas pessoas na orla estão em férias ou esta é a vida delas?

É o estilo de vida. Antes e depois do trabalho, pode-se correr na praia, tomar sol...

É, os brasileiros conseguem lidar com o lazer e o trabalho ao mesmo tempo sem perder a pose. São Paulo não tem praia, mas senti essa "alegria de viver" tanto nos paulistas como nos cariocas. Adoro, por exemplo, os biquínis da Jo de Mer, que conheci em São Paulo. E adoro o trabalho do Carlos Miele. O Brasil está em ótima fase.

A AL em geral, não?

Sim, mas não há esta atmosfera tão positiva na Venezuela. Não volto ao país há quatro anos, mas posso dizer que Hugo Chávez, apesar de início mostrar que queria ajudar os pobres, é um ditador. Há muitos pobres que discordam de seu governo. Espero que, como o Brasil, a Venezuela entre logo em outra fase. E seja cheia de alegria e estilo! Não se pode perder isso jamais.

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