Takla anuncia musical "A Bela e a Fera"

A formação e especialização deprofissionais de teatro na intrincada produção de musicais. É oque pretende o diretor Jorge Takla, que assumiu o comando daDivisão de Teatro da CIE Brasil, empresa de origem mexicana eresponsável pela produção de Les Misérables, musical queencerrou temporada no mês passado."Um grande número detécnicos, músicos e atores será beneficiado com o contato com oque há de mais moderno em tecnologia de musicais", afirma Takla, que vai produzir o próximo espetáculo da CIE, A Bela e aFera, cuja estréia ocorre em 20 de junho, no Teatro Abril."Vamos aproveitar o modelo já pronto para buscar a nossaprópria linguagem no musical." Como na produção anterior, um exército de profissionaisestá envolvido no musical: elenco de 40 pessoas, entre atores,cantores e bailarinos; orquestra de 20 músicos; e 70 técnicosresponsáveis pelas mudanças de cenário, iluminação e figurinos."O aprendizado desses profissionais ocorre desde os detalhes,como a feitura de perucas com cabelo humano, até mais elaborados, como o controle de uma mesa de luz de última geração." Aprodução está avaliada em R$ 8 milhões, além de outro milhãomensal a ser gasto na manutenção. O elenco, definido depois de uma série de testes, teráSaulo Vasconcelos (como a Fera), Kiara Sasso (Bela) e DanielBoaventura (Gaston) entre os principais. "Convidamos a Sandypara fazer o teste da Bela, mas ela estava com a agenda tomada", conta Takla, que vai cuidar da coordenação tanto dos próximosmusicais (Chicago deve estrear em março, provavelmente comCláudia Raia) como da produção de textos nacionais. "Já recebioriginais de diversos autores e estou analisando", comenta odiretor, que pretende também realizar antigos sonhos - como o deter Antônio Fagundes no papel principal de O Homem de laMancha. "Ele já voltou a ter aulas de canto e mostra muitointeresse em participar do musical."

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