Swing - No Cotton Club,com um ídolo dos anos 80

BRYAN FERRY

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2013 | 02h08

THE JAZZ AGE

BMG

Preço: US$ 10,99 (iTunes)

ÓTIMO

Não é um sonho. Meu iPod não está em uma dimensão paralela em que Benny Goodman fez um arranjo de Slave to Love, aquela imortal balada oitentista de Bryan Ferry. Trata-se de uma releitura de hits, em versões instrumentais, tocados por uma orquestra de swing, sob o comando do próprio artista. Explico o espanto: arranjos de jazz para o repertório de soft rock não são novidade. Ferry, no entanto, fez um disco de época, com músicos versados no idioma, e ainda o finalizou com verniz sonoro de disco antigo. Pode soar como tacada oportunista, mas não é. As 13 faixas de The Jazz Age cobrem o repertório de Bryan Ferry desde o primeiro disco do Roxy Music ao mais recente, Olympia, de 2010. São instigantes, sutilmente cômicas, e suingam pra valer. Pense em Cootie Williams, trompetista de Duke Ellington, tocando a melodia de Don't Stop the Dance. Ou Herschel Evans, sax tenor de Basie, improvisando sobre Love Is the Drug. Surreal. Em tese, até óbvio. Mas funciona perfeitamente. / ROBERTO NASCIMENTO

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.