Suspenso do Rio, Guggenheim parte para Ásia

Enquanto o Rio entra no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de reforma da liminar concedida pela Justiça estadual, que suspendeu os efeitos do contrato para a instalação de um Museu Guggenheim na cidade, a Fundação Guggenheim investe na construção do primeiro Guggenheim da Ásia. A Fundação Guggenheim anunciou ontem que decidirá em setembro, se vai abrir uma filial de seus museus em Taiwan, na cidade de Taichung, mas ainda não definiu o local. O prefeito de Taichung, Jason Hu, quer que a cidade entre no cenário internacional das artes, além de defender que o museu incrementaria o turismo local e assim combate as críticas de que o custo de US$ 174 milhões seja alto demais para ter um Guggenheim. Ele lidera as negociações com o diretor-executivo da Fundação Thomas Krens, que inclusive já indicou o arquiteto Frank Gehry e o francês Jean Nouvel - o mesmo que assina o projeto do Guggenheim no Rio, para executarem o projeto de um complexo arquitetônico. O arquiteto Zaha Hadid, residente em Londres, apresentou sua proposta para o museu.No Rio de Janeiro, a liminar que suspende a construção de um museu Guggenheim na cidade foi concedida em uma ação popular em abril deste ano. Segundo a Prefeitura do Rio, a manutenção da liminarcausa "grave comprometimento e perturbação da ordem, economia esegurança pública municipais." De acordo com a Prefeitura doRio, a construção de um museu municipal de repercussãointernacional como o Guggenheim "é ponto estratégico no projetode revitalização do centro da cidade e de incremento do fluxoturístico". A prefeitura desapropriou, em 2003, parte significativade área considerada não portuária, com a perspectiva deconstruir um museu integrado ao circuito internacional deexposição de obras de arte. O museu deve custar R$ 360 milhõesaos cofres públicos do Rio e será projetado pelo arquitetofrancês Jean Nouvel, que deve receber R$ 40 milhões, de acordocom o município. O contrato suspenso pela liminar do TJ-RJ é o delicenciamento e acesso a acervos e exposições de três museus eapoio curatorial, incluindo o acompanhamento das obras, assinadocom a Fundação Solomon Guggenheim (FSG), em Nova York, no valorde R$ 92 milhões. Para o município, "a suspensão dos efeitos docontrato com a FSG praticamente inviabiliza o projeto desenhadopara revitalização do centro da cidade e dinamização doturismo". A contratação da fundação, segundo a Prefeitura do Rio,assegura a qualidade do Museu Municipal da cidade,garantindo-lhe acesso a acervos e exposições dos museusGuggenheim de Nova York, Hermitage de São Petersburgo,considerado o mais importante acervo de artes plásticas do mundo e Kunshistorische de Viena, que reúne a coleção dos Habsburgo.

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