Suspense na política

No Brasil, ficou sendo Tudo pelo Poder, mas no original é Ides of March, os Idos de Março, como na peça clássica de Shakespeare, Júlio César, em que a pitonisa adverte o protagonista para tomar cuidado com o que poderá lhe ocorrer no mês que se avizinha. George Clooney assina a direção e o roteiro (em parceria com Grant Holsey) e o good guy de Hollywood, o bom moço, é também um astro com ideário político, um liberal que gosta de se afirmar como tal numa sociedade conservadora como a dos EUA.

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h08

O personagem de Clooney, o candidato, nem aparecia na peça off Broadway em que o filme se inspira. Tudo acontecia nos bastidores de uma campanha, a ação centrada neste jovem que chega, se envolve com uma estagiária e, de repente, o filme já virou um thriller, e com bom suspense. O elenco é de feras: Clooney, Philip Seymour Hoffman e o ator possivelmente mais talentoso da nova geração, Ryan Gosling.

Não é difícil ficar ligado no que diz e faz toda essa gente talentosa e Tudo pelo Poder vem colecionando indicações para prêmios nos EUA. Só que o seu prestígio é maior entre a imprensa e, consequentemente, os críticos. Para o público a produção não decolou. O filme estreia na sexta, Clooney e Gosling interagem bem e o boca a boca vai funcionar, atraindo o público daqui para o jogo inquietante do poder. / LUIZ CARLOS MERTEN

TUDO PELO PODER

Direção: George Clooney. Elenco: George Clooney, Ryan Gosling, Marisa Tomei, Philip Seymour Hoffman. Estreia prevista para sexta-feira

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