Surpresa:White Lies na cidade

Quando parecia que o ano de 2010 já tinha jogado todas suas fichas, eis que chega ao Brasil pela primeira vez, na próxima sexta-feira, o grupo britânico White Lies. Em apenas três anos, a banda transformou seu primeiro disco, To Lose My Life, num grande sucesso. Desembarca aqui às vésperas de lançar Ritual, seu segundo álbum, que chega ao mundo em 17 de janeiro.

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

O White Lies toca no evento Design for Humanity, organizado aqui pela grife Billabong, que celebra moda, arte e música por meio de ações beneficentes. O DFH ocorre no Hotel Unique no dia 10 e, além do show do White Lies, terá mostra com obras das galerias Baró/Emma Thomas, Alma Surf e uma intervenção da Choque Cultural. Na mesma noite, a Billabong apresenta um preview de sua coleção de inverno.

Falando sobre o novo disco, do qual devem apresentar alguma canção nova em São Paulo, Charles Cave, baixista da banda (que tem ainda Harry McVeigh nos vocais e na guitarra, Jack Lawrence-Brown na bateria e Tommy Bowen nos teclados) demonstrou aborrecimento com a forma como o álbum tem sido descrito pela crítica ("Eles evoluíram de Joy Division para New Order"). "Não quisemos dar direção nenhuma. Sabemos que não há uma linha de chegada nesse negócio da pop music. O disco é, na verdade, uma busca de muitas direções, muitos desafios. Estamos confiantes nele", afirmou.

A verdade é que, quando apareceram com a canção To Lose My Life, o tecladinho lúgubre de fundo e o baixo marcado levaram a comparações imediatas. Críticos foram de referências recentes (Interpol, Killers, Editors e Snow Patrol) a antigas (Ultravox, Tears for Fears, Duran Duran, Big Country e U2). Cave acha que ninguém acertou. Para ele, é Talking Heads a maior influência da banda.

O White Lies considera que há mais diversidade nesse disco, um espectro que vai de Tom Waits a Talking Heads. O baixista ficou aliviado em saber que está calor em São Paulo (o frio está de congelar lágrima na Europa) e Cave diz que está louco para experimentar a famosa comida de São Paulo.

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