Surpresas de Berlioz na primeira parte

A primeira parte do concerto reserva surpresas para o público. Duas obras pouquíssimo executadas de Hector Berlioz (1803-1869). A encorpada cena dramática "A Morte de Cleópatra" e a curta "Meditação Religiosa", para coro misto a seis vozes e orquestra.

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h07

Ambas estão ligadas ao Prix de Rome, uma das instituições culturais de vida mais longa da França, que funcionou por três séculos como bolsa de estudos de um ano de residência em Roma. Vigorou entre 1663 (criado pelo rei Luís XIV) e 1968 (extinto por André Malraux, então ministro da Cultura). Iniciou-se com bolsas para pintura e escultura; em 1720 estendeu-se à arquitetura; a música foi agregada em 1803, ano em que Napoleão Bonaparte transferiu a Academia Francesa em Roma para a Villa Medici.

Berlioz concorreu entre 1826 e 1830. Na quarta tentativa, desafiou os jurados com "A Morte de Cleópatra", obra que já mostra suas qualidades como compositor: um modo diferente de escrita sinfônica e habilidade para injetar alto teor dramático às reflexões existenciais da rainha do Nilo. Ganhou em 1830 com uma obra mais convencional; e em 1831, já como bolsista curtindo Roma, compôs a primeira versão da "Meditação Religiosa". / J.M.C.

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