AP Photo/Matt Slocum
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Suprema Corte da Pensilvânia ouvirá apelação de condenação de Bill Cosby por agressão sexual

Advogados do comediante e ator pedirão que juízes lhe concedam um novo julgamento ou descartem o caso

Reuters, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 11h05

A Suprema Corte do Estado norte-americano da Pensilvânia ouvirá nesta terça-feira uma apelação com dois argumentos contra a condenação de Bill Cosby por agressão sexual em 2018, e os advogados do artista caído em desgraça pedirão aos juízes que lhe concedam um novo julgamento ou descartem o caso.

Os advogados de Cosby atribuem a condenação em parte ao fervor nacional desencadeado em 2018 pelo movimento #MeToo, que buscou responsabilizar homens poderosos por agressões sexuais impunes. Cosby foi a primeira celebridade condenada por abuso sexual desde o início do movimento.

"O sistema de justiça criminal americano foi concebido para condenar réus com base em sua conduta --não em seu caráter geral", argumentam os advogados de Cosby em seu resumo. "O fervor do movimento #MeToo tornou este princípio constitucional tão prezado obsoleto no julgamento de Cosby."

Cosby, comediante e ator conhecido sobretudo como o pai adorável da bem-sucedida série de televisão dos anos 1980 "The Cosby Show", foi condenado por três acusações de agressão indecente qualificada depois de drogar uma ex-amiga, Andrea Constand, em janeiro de 2004 em sua mansão em um subúrbio da Filadélfia.

À época, Constand era diretora de operações do time feminino de basquete da Universidade Temple. Cosby está cumprindo uma pena de três a dez anos em uma prisão estadual perto da Filadélfia.

Uma abordagem da apelação de Cosby ataca a decisão do juiz do condado de Montgomery, Steven O’Neill, de permitir depoimentos de cinco testemunhas de "ato ruim anterior" no julgamento.

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